quinta-feira, 10 de junho de 2010

Menos 12 mil quilômetros quadrados de vegetação em seis anos





Entre 2002 e 2008, o Pantanal perdeu 12,4 mil quilômetros quadrados (km²) de vegetação. O desmatamento avança mais na área de planalto do bioma e é menos intensivo na planície. Estudo apresentado nesta semana mostra que 86,6% da vegetação da planície está preservada, mas só restam 41,8% de cobertura original no planalto.

A pecuária é o principal vetor do desmatamento no Pantanal, de acordo com o levantamento. A conversão de vegetação em pastagens é responsável por 11,1% do uso da terra na área de planície e 43,5% no planalto. A agricultura ocupa 0,3% da região de planície do bioma e 9,9% do planalto.

O estudo, feito em parceria entre as organizações não governamentais WWF, Conservação Internacional, SOS Pantanal, SOS Mata Atlântica, a Fundação Avina e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), comparou imagens de satélites com visitas de campo pela região.

A diferença entre a devastação no planalto e na planície reflete diferenças nas forma de ocupação do bioma. De acordo com o levantamento, o planalto é fortemente ocupado pela agricultura e pela pecuária. Na planície, a pecuária mais extensiva pressiona menos a abertura de novas áreas.

Apesar do crescimento do desmate verificado no período, a situação do Pantanal ainda é melhor que a de outros biomas do país. A Amazônia registra taxa anual de desmate de cerca de 7 mil km² e o Cerrado já perdeu metade de sua cobertura vegetal original.

(Agência Brasil)


Fonte: Luana Lourenço, da Agência Brasil

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O brilho de uma estrela


Na bandeira nacional, cada estrela representa um estado. Em destaque, sozinha, acima da faixa de "Ordem e Progresso", temos o Pará, que empresta seu nome a uma castanha, que, ultimamente, anda muito conhecida e respeitada por todos nós: a castanha-do-pará. Sua denominação mudou para castanha-do-brasil, mas não sabemos se o nome pegou.

Lá da Estrela do Norte, onde se preservou o mais puro paladar da raiz brasileira, vem o açaí, o tucupi, o tacacá e outras delícias mais.

Tempos atrás, alguns integrantes do setor da alimentação natural visitaram o Pará. Relatam que, em suas memórias degustativas, ficou gravado o sabor de uma água de coco tomada em Icoaraci, que, de tão doce, adoça toda lembrança desta terra querida. E ainda, quando fizeram uma pequena viagem ao interior, para visitar a cidade de Castanhal, permaneceu o cheiro da castanha-do-pará sendo torrada para se fazer doces e biscoitos. Disseram que é um aroma inesquecível.

A castanha-do-pará, antes de ter o aspecto que costumamos conhecer, é um fruto extremamente duro, chamado de ouriço, que nasce da castanheira, árvore frondosa e exuberante da Amazônia. Seu peso é, em média, de 700 gramas e traz, em seu interior, entre 10 e 25 sementes.

Contudo, para se ter a castanha na sua forma final, ainda é necessário mais um pouco de esforço e retirar a amêndoa que está inserida em uma casca dura e enrugosa. Porém, todo esforço vale a pena para se ter nas mãos este pequeno tesouro.

Consumir duas castanhas diariamente garante as doses de selênio de que nosso corpo necessita para preservar cada célula e também, o mais importante, para promover a destoxificação de metais pesados e outras substâncias tóxicas, que, de alguma maneira, ingerimos. É uma eliminação de toxinas que pode ocorrer de maneira simples, segura e natural.

Na presença do selênio, a tireoide funciona melhor na produção de hormônios, auxilia no combate do envelhecimento celular e tem especial papel na proteção do cérebro.

E ainda, é muito prático carregar conosco esta delícia, que podemos saborear num lanche entre as refeições principais.

O perigo é surgir a vontade de avançar no pote e comer muitas e muitas castanhas. O efeito colateral do excesso será um mau hálito e uma cor amarelada nas mãos. Talvez, alguns quilinhos a mais. Lembrando sempre que é bom evitar todo e qualquer excesso.

Por outro lado, não correremos risco algum ao saborear pratos que levem a castanha-do-pará na receita, pois dificilmente eles pedirão seu uso excessivo.

É interessante saber que, mesmo indo ao fogo ou à geladeira, suas características e sua reserva de selênio não irão se perder.

O selênio, presente nos alimentos que a Grande Natureza nos oferece, é bem mais absorvido pelo organismo e vem na medida certa, por isso é completamente desnecessário pensar em suplementação.

Inclua em sua rotina as duas castanhas-do-pará, levando-as no bolso, na bolsa ou na mochila, fazendo a estrela da sua saúde brilhar.

Como uma pequena prática de altruísmo, vá para a cozinha preparar nossa sugestão de receita e ofereça esta recordação degustativa aos seus familiares e amigos. E, no fi nal, brilhe com os elogios.

O famoso Sushi


Para saborear o sushi não existem tabus ou complicadas regras de etiqueta como na culinária francesa. Pode-se comer com as mãos ou com o hashi, os “palitinhos japoneses”. Existem algumas restrições apenas na maneira de utilizar o “shoyu” (molho de soja). Alguns ingredientes do sushi já vêm temperados, mas outros, como o atum, a lula e o salmão, precisam do molho shoyu. Coloca-se um pouco de shoyu no kozara (prato pequeno), pega-se o sushi com o hashi prendendo o arroz (ou shari, outra denominação para o arroz branco) e o peixe, inclina-se e molha-se rapidamente a parte do peixe no shoyu. Mergulhar o arroz no shoyu ou molhar em excesso faz com que se perca o sabor do peixe cuidadosamente preparado.



História

O sushi existe há mais de 1300 anos, e surgiu primeiramente nos países do Sudeste Asiático (Tailândia, Malásia, etc). Naquela época, prensava-se o peixe salgado com arroz. O arroz era utilizado somente para conservar o peixe e depois era jogado fora. Porém, com o passar dos tempos e o visível encarecimento do arroz, esta prática de conservação foi sendo gradativamente deixada de lado por muitos daqueles países.

No Japão, foram registradas as primeiras evidências desta iguaria, trazida através da China, em torno do ano 700. Já no século XVII, foi introduzido o vinagre no arroz para encurtar o período de preservação. Assim tornou-se comum o sushi tipo oshizushi: cobria-se o arroz, temperado apenas com vinagre, com o peixe cru, colocava-se numa caixa de madeira com um peso por cima para comprimi-lo e deixava-se descansar por um dia antes de ser consumido.

O sushi mais conhecido e popular, chamado niguirizushi, apareceu somente no período Edo (1603-1868), em torno de 1800. Favorecido pela crescente vida “agitada” que tomava forma nas cidades grandes, o nigirizushi surgiu como uma espécie de fast-food nos arredores de Tóquio. As pessoas petiscavam na entrada dos estabelecimentos, nas ruas ou à beira de estradas. Assim, o método de preservação havia sido substituído pelo conceito de frescor e rapidez para servir.

Hoje encontramos os mais diversos tipos de sushis, dentre os quais os mais comuns, além do nigirizushi, são o makisushi (sushi enrolado), o chirashizushi (sushi montado na caixa), o inarizushi (sushi “ensacado”) e o temaki (sushi em cone).

Arroz


Tecnologia - Suihanki está presente em todos os lares japoneses


Alimento fundamental na dieta japonesa, o arroz já serviu até como moeda


O início do cultivo do arroz no Japão é uma incógnita. Recentes pesquisas mostram que entre a Era Jomon, há mais de 3 mil anos, e a Era Yayoi (300 a.C.~300 d.C.), o arroz foi introduzido no arquipélago pelo norte da ilha de Kyushu, vindo do Sudeste Asiático.

A introdução do arroz mudou radicalmente o modo de vida do japonês, que até então era nômade e, com o cultivo do arroz, tornou-se sedentário.

O arroz cultivado era do tipo longo e avermelhado; e seu plantio, muito rudimentar. Num terreno, abriam-se pequenos sulcos e despejavam-se os grãos, não recebendo nenhuma espécie de cuidado. Num dado momento da história, verificou-se que, se o arroz fosse plantado num terreno com água em abundância, a colheita seria maior e de melhor qualidade. Esta técnica de cultivo ganhou adeptos e se espalhou por todo o território japonês.

O Japão possui condições climáticas ideais para o cultivo do arroz, por isso a colheita aumentava a cada ano, enriquecendo e dando poder aos agricultores. Houve um período em que o arroz era algo tão precioso que servia como pagamento de impostos e também como pagamento aos samurais. Desde então, o arroz é considerado como um bem inestimável, tanto que até hoje é realizado, no Palácio Imperial, o Niinamesai, cerimônia em agradecimento pela boa colheita. Para simbolizar esse mesmo sentimento de gratidão entre o povo, foi instituído o feriado nacional do Dia de Ação de Graça pelo Trabalho (23 de novembro).

O consumo do arroz branco iniciou-se em meados da Era Edo (século XVIII). Até então, eles consumiam o arroz integral e o arroz semibranco. O arroz branco atingiu o status de alimento principal do japonês somente depois da Segunda Guerra Mundial. Até então, ele era misturado com trigo, painço ou sorgo. Além dessa mistura, a alimentação contava com milho, batata, nabo e feijão. O arroz branco só era consumido em ocasiões especiais, como Ano Novo e Finados (Obon).

Durante a guerra, o arroz praticamente desapareceu da mesa do japonês. Nesta época, eles comiam batatas e abóboras, até mesmo o caule destas serviam como alimento. Somente no pós-guerra é que a produção de arroz não só se normalizou, como também cresceu 50%, se comparado com o período antes da guerra. Atualmente, verifica-se uma queda no consumo do arroz, devido ao crescimento do consumo de pão, resultante da influência da cultura ocidental.

Você sabia?

Existe uma cantiga popular que ensina a preparar o arroz: “hajime chorochoro nakapappa butsubutsu iu koro hi o hiite akago nakutomo futa toruna”. Traduzindo este dito, teremos algo semelhante a: “no início, fogo baixo; no meio, fogo alto; quando a água tiver evaporado, diminua o fogo novamente e não destampe a panela de maneira nenhuma.”

No início, são necessários cerca de 10 minutos até a água começar a ferver. Se o fogo for muito forte, levantará fervura em menos tempo. Com isso, somente a parte externa dos grãos receberá calor. A parte interna, além de não receber calor, não recebe também a umidade necessária para o bom cozimento. Passada esta fase, aumente o fogo para que o processo de ebulição seja rápido. Quando o vapor diminuir, o fogo deve ser baixado e aumentado novamente no fim. Deixe-o alto de 20 a 30 segundos, para fazer evaporar a umidade do fundo da panela. Depois, deve-se apagar o fogo. Deixe a panela tampada por um tempo.


Hoje, a maioria dos lares, senão todos, possuem a panela elétrica para cozinhar o arroz (suihanki), porém o melhor arroz cozido (gohan) continua sendo o preparado no fogão. Os renomados chefs da cozinha japonesa dão preferência ao gohan preparado de modo tradicional.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cronologia: As Eras no Japão


Para entender melhor o Japão atual, é preciso conhecer sua história, desde os períodos remotos. Se retrocedermos no tempo, poderemos chegar até os homens que viveram em cada época e seu estilo de vida. Nessa primeira edição vamos mostrar como é dividida a história japonesa através dos períodos ou eras. Convidamos todos a fazerem essa viagem no tempo.


10.000 AC ~ 300 AC
Era Jomon

Os homens viviam da caça e pesca, alimentando-se com carnes de veado, porco do mato, atum, salmão, mariscos e frutas como uvas e castanhas. No início, levavam uma vida nômade, descobrindo com tempo, o modo de produzir vasos de barro. Com isso, conseguem conservar e cozer os alimentos. Aos poucos, vão se agrupando e formando aldeias, fixando-se em determinados lugares. Nessa época, não havia nem ricos nem pobres.


300 AC ~ 300 DC
Era Yayoi

O cultivo de arroz e instrumentos de metal são transmitidos do continente. Com a intensificação das atividades agrícolas, e aumento da populacão, nascem as diferenças sociais, a classe dos ricos e pobres. Pela primeira vez, o Japão é mencionado numa escritura chinesa.


300 ~ 645
Era Kofun

Nesta época, foram construídos muitos túmulos gigantescos em forma de montículos (Kofun), pelos clãs poderosos. Neles foram enterrados muitos objetos de metal, bonecos de barro, pedras preciosas, entre outros tesouros. No início do século 6, o budismo é transmitido ao Japão, sendo introduzida a escrita junto com sutras.


645 ~ 710
Era Asuka

Forma-se a dinastia Yamato, após sucessivas lutas entre os clãs. Em meados do século 7, seguindo o exemplo da dinastia Tang (China), realiza a “Reforma de Taika”, definindo a organização política, o sistema tributário, etc. O príncipe Shôtoku institui os “17 códigos da Constituição”, norteados nas doutrinas de Shintoísmo, Budismo e Confucionismo.


710 ~ 794
Era Nara

O Código Administrativo do Japão é outorgado. O budismo torna-se religião oficial. Por 7 vezes, são enviadas delegações culturais à China para absorver a sua cultura. Ao voltarem, elas divulgam budismo, confucionismo, estratégias militares, músicas tocadas na corte imperial, rituais das cerimônias, e, trazem inclusive inúmeros sutras, imagens de Buda e instrumentos musicais. É compilada a primeira antologia de poemas “Man’yoshu”, são escritos primeiros livros de história do Japão, “Kojiki” e “Nihon shoki”, e ainda, foi editado o primeiro tratado de geografia japonês, o “Fudoki”.


794 ~ 1185
Era Heian

Os japoneses começam a criar cultura própria, após ter assimilado durante anos a cultura chinesa. A permissão de apropriação das terras para uso particular dos nobres e dos templos esfacelou o ideal do Código Administrativo do Japão, que era o de Estado controlar o povo e as terras. A criação do “kana” (fonogramas), permitiu o florescimeto da literatura, sendo escrito nessa época, o “Genji Monogatari”, que foi traduzido depois em várias línguas. Foi a época áurea da nobreza, em que foram criadas muitas obras de arte.


1185 ~ 1333
Era Kamakura

Surgimento da classe dos samurais e estabelecimento do shogunato. O budismo passa a ser cultuado pelo povo também. Os mongóis tentam invadir o Japão por duas vezes, liderados pelo poderoso Khubilai Khan, mas nas duas vezes, o Japão foi salvo por vendavais (kamikaze = vento divino) que dizimaram a frota mongol. Surgem os monges Shinran, Nichiren e Dogen, fundadores das seitas budistas.


1333 ~ 1568
Era Muromachi

Época conturbada por guerras civis. Durante um curto período, houve até dois imperadores no comando do país. As intermináveis guerras entre os senhores feudais, permitiram a ascenção dos mais fortes, mesmos daqueles de classe inferior. Início do comércio com a dinastia Ming (China), desenvolvendo as atividades econômicas feitas com moedas, importadas da China. Ocorre o primeiro contato com os portugueses que chegam à deriva no sul do Japão, trazendo a arma de fogo e o cristianismo.


1568 ~ 1600
Era Azuchi Momoyama

Nobunaga Oda e Hideyoshi Toyotomi vencem inúmeras batalhas e conseguem unificar o Japão. Nessa época, os japoneses têm o primeiro contato com países da Europa e recebem influência do cristianismo. Para demonstrar o poder, são construídos grandes castelos, decorados com extremo luxo e requinte. Por outro lado, nessa mesma época, surgem a cerimônia do chá e o teatro Noh, que pregam a elegância da simplicidade.


1600 ~ 1868
Era Edo

Uma era bastante peculiar em que o país conheceu a paz durante mais de dois séculos. Houve o fechamento dos portos para as nações estrangeiras e a proibição do cristianismo. Para manter o shogunato, a família Tokugawa, adota medidas rígidas e conservadoras, estabelecendo quatro classes sociais distintas: samurais, agricultores, artesãos e comerciantes. O Japão adota a filosofia confucionista e institui escolas nos feudos e templos. A queda do shogunato Tokugawa é provocada por dificuldades internas e pela abertura dos portos.


1868 ~ 1912
Era Meiji

Com a queda do shogunato Tokugawa e a restauração do poder imperial, faz-se uma ampla reforma. A ocidentalização do Japão ocorre a olhos vistos, tal como a adoção do calendário ocidental. A guerra sino-japonesa e a russo-japonesa implanta patriotismo no povo, reforçando o militarismo. O país passa da economia agrícola para industrial.


1912 ~ 1926
Era Taisho

Foi um período com muitos de problemas políticos e econômicos, que culminaram na participação do Japão na Primeira Guerra Mundial.


1926 ~ 1989
Era Showa

O Japão passa por amarga experiência na Segunda Guerra Mundial, tornando-se o único país na face da Terra a ser bombardeado com bombas atômicas, mas consegue se erguer da destruição quase que total, chegando a fazer parte de um dos países mais rico do mundo.


1989 ~ Presente
Era Heisei

No dia 7 de janeiro de 1989, faleceu o imperador Hirohito, vítima de câncer no duodeno, aos 87 anos, encerrando a Era Showa, que durou 64 anos. No dia 12 de novembro do ano seguinte, foi realizada a cerimônia de entronização do atual imperador Akihito, filho mais velho de Hirohito, seguindo o estilo antigo. Compareceram à cerimônia de entronização 2,5 mil representantes de 158 países, na qual o novo imperador expressou o desejo de seguir a Constituição.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

“Para se obter excelentes resultados não é preciso realizar grandes tarefas”



Nome: Fabio Oliveira Gomes



Idade: 34 anos




Johrei Center: Vila Velha






Sobre a experiência: Ao perceber que dedicava pouco tempo à família, Fábio resolveu começar a lavar a louça do jantar para a esposa e se surpreendeu com a mudança dela. Com a adoção de pequenas práticas altruístas conseguiu inúmeros resultados.


Esta experiência é fruto da preparação para a visita missionária de Kyoshu-Sama ao Brasil, em que devíamos escolher um pequeno ponto de mudança para oferecê-lo como presente. Refletindo bastante, descobri que, por dedicar pouco tempo aos meus familiares, muitas vezes eles não ficavam felizes. Sentia que minha esposa sempre estava insatisfeita e manifestava um aparente cansaço, uma vez que acumulava todas as tarefas domésticas. Assim, escolhi a pequena tarefa de lavar a louça do jantar diariamente, pensando na felicidade deles e também na dos seus antepassados.


No primeiro dia, sem dizer nada, comecei a colocar em prática o que havia determinado. Ela olhou meio desconfiada, mas ficou calada. No segundo dia,cumpri meu objetivo novamente e logo fui me deitar. Para minha surpresa, ela veio ao meu lado e me disse: “Te amo, muito obrigada por ter lavado a louça do jantar”. Nesse momento, senti uma imensa alegria por perceber que isso era uma manifestação de gratidão dos seus antepassados. Percebi que depois desse fato ela passou a dar mais atenção à minha alimentação, pois gostava de fazer pratos mais sofisticados enquanto eu gostava de me alimentar com coisas mais simples. Assim, ela passou a usufruir de uma alimentação mais saudável junto comigo.

Inesperadamente, precisei viajar devido ao falecimento de um familiar na cidade em que meus pais residem, porém não queria deixar de realizar o que vinha fazendo e decidi cumprir este meu objetivo na casa deles. Na primeira noite, ao término do jantar, recolhi a louça e comecei a lavá-la.

Logo que terminei, deparei-me com os dois me olhando, sem entender, pois eu nunca havia feito isso quando estava lá. Procurei realizar tudo para eles com o sentimento de estar levando felicidade a eles e aos seus antepassados. Minha mãe, prestando atenção à minha postura, veio me perguntar por que eu estava fazendo tudo aquilo que nunca havia feito. Expliquei-lhe o motivo. Seus olhos se encheram d’água e ela me disse: “Meu filho, com mais de trinta anos de casamento e mais de vinte na fé messiânica, nunca perguntei ao seu pai se tudo aquilo que eu realizava o fazia feliz e o que eu precisava mudar para ser uma esposa melhor. Vou pedir a Deus que me dê permissão de perguntar isso a ele, mesmo que eu não goste daquilo que vou ouvir.”

Ao retornar da viagem, acordando na manhã seguinte, senti falta da minha esposa. Procurei-a em todos os cômodos da casa e me surpreendi com seu retorno, contando-me que havia saído para fazer uma caminhada. Isso me deixou muito feliz, pois eu tinha uma grande preocupação por ela não desenvolver nenhuma atividade física.

No meu trabalho, purificava muito com a falta de organização e com a sujeira. Decidi, então, varrer diariamente o local com o objetivo de levar Luz aos antepassados que se manifestavam nessa situação. Após uma semana, notei que quando eu começava a realizar a limpeza os outros também passavam a limpar, mesmo sem eu pedir. Além disso, percebi que se acumulava muita sujeira na calçada de meu estabelecimento e resolvi limpá-la, pensando na felicidade daqueles que por ela passariam. No meu interior pensava: “Meishu-Sama vai passar por aqui e, com Ele, muitas pessoas também”. Comecei a notar que, quando eu estava na porta, os transeuntes passaram a me cumprimentar, mesmo que com um simples sorriso.

Nesse mesmo período, meu grupo missionário começou a purificar. Compreendendo que a purificação é o amor de Deus, tivemos a permissão de descobrir vários pontos que ainda não havíamos encaminhado e, com isso, estreitamos nossa relação de respeito e confiança, ganhamos a permissão de ver novamente na unidade alguns frequentadores e membros afastados.

Desejo continuar a realizar esta pequena prática, pois sei que, desse modo, conseguirei realizar muitas outras. Em agradecimento aos resultados alcançados, materializei um donativo de gratidão. Compreendi que para se obter excelentes resultados não é preciso realizar grandes tarefas. O importante é ter o sonen grande, forte e constante, desenvolvendo um enorme amor altruísta, pois somente assim construiremos o Paraíso Terrestre e nos tornaremos dignos habitantes dele. Muito obrigado.

domingo, 16 de maio de 2010

"Praticar ações altruístas transforma o lazer num momento excepcional"




Nome: Agatha Esteves Franco



Idade: 18 anos



Johrei Center: Ipanema






Sobre a experiência: Agatha, o namorado e dois amigos realizaram pequenas práticas altruístas para sua avó que, com quatro hérnias de disco, não conseguia realizar as tarefas domésticas. Resultado: dores amenizadas e muita felicidade.

Quero contar uma grande vivência que mudou muitas vidas. Meu namorado, dois amigos e eu, todos membros da Igreja Messiânica, programamos um passeio para o final de semana. Inicialmente, estávamos pensando somente em nos divertir. Foi aí que resolvi ligar para a minha avó, que passa por uma grande purificação – está com quatro hérnias de disco, sentindo muitas dores e não conseguindo realizar os afazeres de casa –, e perguntar se ela estaria em casa em determinada hora. Como ela me respondeu que sim, conversei com meu namorado, meus amigos e, baseados na orientação do Revmo.Watanabe, resolvemos passar em sua casa, que fica no caminho do lugar onde passaríamos o final de semana. Lá, deveríamos procurar realizar uma pequena ação altruísta com o objetivo de levar felicidade e amor para ela.

Ao nos dirigirmos para seu lar, pedimos permissão ao Messias Meishu-Sama para podermos transmitir sua Luz. Um dos meus amigos lhe ministrou Johrei, outro varreu a casa, eu lavei a louça e meu namorado arrumou o quarto.

Ao final das tarefas, de maneira harmônica, preparamos juntos um delicioso almoço, comemos, conversamos e rimos muito.

Essa dedicação foi imprescindível para que esse momento especial acontecesse em nossas vidas. O final de semana foi tão fantástico que não sabemos nem como expressar isso. Além disso, ganhamos a convicção no salmo de Meishu-Sama que diz: “A felicidade que sentimos quando fazemos as outras pessoas felizes é uma felicidade inigualável.”

Como orienta o Revmo. Watanabe, o resultado vem rápido: tivemos um final de semana pleno de alegria, minha avó contou o que fizemos a todas as suas amigas e aos nossos familiares com muito carinho e felicidade. E ainda sua purificação se amenizou.

Com isso ganhamos a firme convicção na atuação da Prática do Sonen de Altruísmo, com a certeza da mudança que ela realmente proporciona.

Como preparação para a visita missionária de Kyoshu-Sama, quero me empenhar em passar essa experiência a todos os jovens que acompanho.Também quero estar cada vez mais atenta para colocar essa orientação em prática em todos os momentos da minha vida.

Agradeço a Deus, a Meishu-Sama e aos meus antepassados esta grande permissão de servir à Obra Divina. Muito obrigada.


Depoimento da avó – Lúcia Maria Esteves


“Venho passando por um período difícil. Devido a quatro hérnias de disco na coluna cervical e à fibromialgia, sinto fortes dores que me impossibilitam fazer meus afazeres domésticos, que vou desenvolvendo na medida do possível.

Contudo, às vezes, há um acúmulo de coisas. Um dia, recebi um telefonema de minha neta Agatha, que me disse: “Vó, não limpe nada em sua casa hoje e nem faça algo na cozinha, vou aí com o meu namorado e dois amigos para ajudá-la. Mas não é para fazer nada mesmo, ouviu?” Algumas vezes, ela tinha estado aqui com seu namorado para me ajudar.

No dia marcado, eles vieram, riram, brincaram, enchendo minha casa de luz e alegria. Enquanto um dos meninos me ministrava Johrei, os outros três, como se fizessem isso diariamente, limpavam, arrumavam, fazendo com que minha casa ficasse ‘um brinco’.

Os meninos se revezavam na ministração de Johrei e na arrumação. Depois fizeram um almoço muito bom e só me sentei à mesa para comer, quando conversamos e brincamos. Foi uma refeição muito agradável, como todos sempre deveriam ter, compartilhando o alimento com alegria e carinho.

Após o almoço, eles arrumaram tudo e ainda deixaram alimentos para eu consumir durante a semana. Foram embora, seguindo para o seu final de semana especial, deixando a semente da solidariedade e do carinho plantada em minha casa.


Foi muito bom ver esses ‘quase meninos’ praticando o altruísmo.