quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cronologia: As Eras no Japão


Para entender melhor o Japão atual, é preciso conhecer sua história, desde os períodos remotos. Se retrocedermos no tempo, poderemos chegar até os homens que viveram em cada época e seu estilo de vida. Nessa primeira edição vamos mostrar como é dividida a história japonesa através dos períodos ou eras. Convidamos todos a fazerem essa viagem no tempo.


10.000 AC ~ 300 AC
Era Jomon

Os homens viviam da caça e pesca, alimentando-se com carnes de veado, porco do mato, atum, salmão, mariscos e frutas como uvas e castanhas. No início, levavam uma vida nômade, descobrindo com tempo, o modo de produzir vasos de barro. Com isso, conseguem conservar e cozer os alimentos. Aos poucos, vão se agrupando e formando aldeias, fixando-se em determinados lugares. Nessa época, não havia nem ricos nem pobres.


300 AC ~ 300 DC
Era Yayoi

O cultivo de arroz e instrumentos de metal são transmitidos do continente. Com a intensificação das atividades agrícolas, e aumento da populacão, nascem as diferenças sociais, a classe dos ricos e pobres. Pela primeira vez, o Japão é mencionado numa escritura chinesa.


300 ~ 645
Era Kofun

Nesta época, foram construídos muitos túmulos gigantescos em forma de montículos (Kofun), pelos clãs poderosos. Neles foram enterrados muitos objetos de metal, bonecos de barro, pedras preciosas, entre outros tesouros. No início do século 6, o budismo é transmitido ao Japão, sendo introduzida a escrita junto com sutras.


645 ~ 710
Era Asuka

Forma-se a dinastia Yamato, após sucessivas lutas entre os clãs. Em meados do século 7, seguindo o exemplo da dinastia Tang (China), realiza a “Reforma de Taika”, definindo a organização política, o sistema tributário, etc. O príncipe Shôtoku institui os “17 códigos da Constituição”, norteados nas doutrinas de Shintoísmo, Budismo e Confucionismo.


710 ~ 794
Era Nara

O Código Administrativo do Japão é outorgado. O budismo torna-se religião oficial. Por 7 vezes, são enviadas delegações culturais à China para absorver a sua cultura. Ao voltarem, elas divulgam budismo, confucionismo, estratégias militares, músicas tocadas na corte imperial, rituais das cerimônias, e, trazem inclusive inúmeros sutras, imagens de Buda e instrumentos musicais. É compilada a primeira antologia de poemas “Man’yoshu”, são escritos primeiros livros de história do Japão, “Kojiki” e “Nihon shoki”, e ainda, foi editado o primeiro tratado de geografia japonês, o “Fudoki”.


794 ~ 1185
Era Heian

Os japoneses começam a criar cultura própria, após ter assimilado durante anos a cultura chinesa. A permissão de apropriação das terras para uso particular dos nobres e dos templos esfacelou o ideal do Código Administrativo do Japão, que era o de Estado controlar o povo e as terras. A criação do “kana” (fonogramas), permitiu o florescimeto da literatura, sendo escrito nessa época, o “Genji Monogatari”, que foi traduzido depois em várias línguas. Foi a época áurea da nobreza, em que foram criadas muitas obras de arte.


1185 ~ 1333
Era Kamakura

Surgimento da classe dos samurais e estabelecimento do shogunato. O budismo passa a ser cultuado pelo povo também. Os mongóis tentam invadir o Japão por duas vezes, liderados pelo poderoso Khubilai Khan, mas nas duas vezes, o Japão foi salvo por vendavais (kamikaze = vento divino) que dizimaram a frota mongol. Surgem os monges Shinran, Nichiren e Dogen, fundadores das seitas budistas.


1333 ~ 1568
Era Muromachi

Época conturbada por guerras civis. Durante um curto período, houve até dois imperadores no comando do país. As intermináveis guerras entre os senhores feudais, permitiram a ascenção dos mais fortes, mesmos daqueles de classe inferior. Início do comércio com a dinastia Ming (China), desenvolvendo as atividades econômicas feitas com moedas, importadas da China. Ocorre o primeiro contato com os portugueses que chegam à deriva no sul do Japão, trazendo a arma de fogo e o cristianismo.


1568 ~ 1600
Era Azuchi Momoyama

Nobunaga Oda e Hideyoshi Toyotomi vencem inúmeras batalhas e conseguem unificar o Japão. Nessa época, os japoneses têm o primeiro contato com países da Europa e recebem influência do cristianismo. Para demonstrar o poder, são construídos grandes castelos, decorados com extremo luxo e requinte. Por outro lado, nessa mesma época, surgem a cerimônia do chá e o teatro Noh, que pregam a elegância da simplicidade.


1600 ~ 1868
Era Edo

Uma era bastante peculiar em que o país conheceu a paz durante mais de dois séculos. Houve o fechamento dos portos para as nações estrangeiras e a proibição do cristianismo. Para manter o shogunato, a família Tokugawa, adota medidas rígidas e conservadoras, estabelecendo quatro classes sociais distintas: samurais, agricultores, artesãos e comerciantes. O Japão adota a filosofia confucionista e institui escolas nos feudos e templos. A queda do shogunato Tokugawa é provocada por dificuldades internas e pela abertura dos portos.


1868 ~ 1912
Era Meiji

Com a queda do shogunato Tokugawa e a restauração do poder imperial, faz-se uma ampla reforma. A ocidentalização do Japão ocorre a olhos vistos, tal como a adoção do calendário ocidental. A guerra sino-japonesa e a russo-japonesa implanta patriotismo no povo, reforçando o militarismo. O país passa da economia agrícola para industrial.


1912 ~ 1926
Era Taisho

Foi um período com muitos de problemas políticos e econômicos, que culminaram na participação do Japão na Primeira Guerra Mundial.


1926 ~ 1989
Era Showa

O Japão passa por amarga experiência na Segunda Guerra Mundial, tornando-se o único país na face da Terra a ser bombardeado com bombas atômicas, mas consegue se erguer da destruição quase que total, chegando a fazer parte de um dos países mais rico do mundo.


1989 ~ Presente
Era Heisei

No dia 7 de janeiro de 1989, faleceu o imperador Hirohito, vítima de câncer no duodeno, aos 87 anos, encerrando a Era Showa, que durou 64 anos. No dia 12 de novembro do ano seguinte, foi realizada a cerimônia de entronização do atual imperador Akihito, filho mais velho de Hirohito, seguindo o estilo antigo. Compareceram à cerimônia de entronização 2,5 mil representantes de 158 países, na qual o novo imperador expressou o desejo de seguir a Constituição.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

“Para se obter excelentes resultados não é preciso realizar grandes tarefas”



Nome: Fabio Oliveira Gomes



Idade: 34 anos




Johrei Center: Vila Velha






Sobre a experiência: Ao perceber que dedicava pouco tempo à família, Fábio resolveu começar a lavar a louça do jantar para a esposa e se surpreendeu com a mudança dela. Com a adoção de pequenas práticas altruístas conseguiu inúmeros resultados.


Esta experiência é fruto da preparação para a visita missionária de Kyoshu-Sama ao Brasil, em que devíamos escolher um pequeno ponto de mudança para oferecê-lo como presente. Refletindo bastante, descobri que, por dedicar pouco tempo aos meus familiares, muitas vezes eles não ficavam felizes. Sentia que minha esposa sempre estava insatisfeita e manifestava um aparente cansaço, uma vez que acumulava todas as tarefas domésticas. Assim, escolhi a pequena tarefa de lavar a louça do jantar diariamente, pensando na felicidade deles e também na dos seus antepassados.


No primeiro dia, sem dizer nada, comecei a colocar em prática o que havia determinado. Ela olhou meio desconfiada, mas ficou calada. No segundo dia,cumpri meu objetivo novamente e logo fui me deitar. Para minha surpresa, ela veio ao meu lado e me disse: “Te amo, muito obrigada por ter lavado a louça do jantar”. Nesse momento, senti uma imensa alegria por perceber que isso era uma manifestação de gratidão dos seus antepassados. Percebi que depois desse fato ela passou a dar mais atenção à minha alimentação, pois gostava de fazer pratos mais sofisticados enquanto eu gostava de me alimentar com coisas mais simples. Assim, ela passou a usufruir de uma alimentação mais saudável junto comigo.

Inesperadamente, precisei viajar devido ao falecimento de um familiar na cidade em que meus pais residem, porém não queria deixar de realizar o que vinha fazendo e decidi cumprir este meu objetivo na casa deles. Na primeira noite, ao término do jantar, recolhi a louça e comecei a lavá-la.

Logo que terminei, deparei-me com os dois me olhando, sem entender, pois eu nunca havia feito isso quando estava lá. Procurei realizar tudo para eles com o sentimento de estar levando felicidade a eles e aos seus antepassados. Minha mãe, prestando atenção à minha postura, veio me perguntar por que eu estava fazendo tudo aquilo que nunca havia feito. Expliquei-lhe o motivo. Seus olhos se encheram d’água e ela me disse: “Meu filho, com mais de trinta anos de casamento e mais de vinte na fé messiânica, nunca perguntei ao seu pai se tudo aquilo que eu realizava o fazia feliz e o que eu precisava mudar para ser uma esposa melhor. Vou pedir a Deus que me dê permissão de perguntar isso a ele, mesmo que eu não goste daquilo que vou ouvir.”

Ao retornar da viagem, acordando na manhã seguinte, senti falta da minha esposa. Procurei-a em todos os cômodos da casa e me surpreendi com seu retorno, contando-me que havia saído para fazer uma caminhada. Isso me deixou muito feliz, pois eu tinha uma grande preocupação por ela não desenvolver nenhuma atividade física.

No meu trabalho, purificava muito com a falta de organização e com a sujeira. Decidi, então, varrer diariamente o local com o objetivo de levar Luz aos antepassados que se manifestavam nessa situação. Após uma semana, notei que quando eu começava a realizar a limpeza os outros também passavam a limpar, mesmo sem eu pedir. Além disso, percebi que se acumulava muita sujeira na calçada de meu estabelecimento e resolvi limpá-la, pensando na felicidade daqueles que por ela passariam. No meu interior pensava: “Meishu-Sama vai passar por aqui e, com Ele, muitas pessoas também”. Comecei a notar que, quando eu estava na porta, os transeuntes passaram a me cumprimentar, mesmo que com um simples sorriso.

Nesse mesmo período, meu grupo missionário começou a purificar. Compreendendo que a purificação é o amor de Deus, tivemos a permissão de descobrir vários pontos que ainda não havíamos encaminhado e, com isso, estreitamos nossa relação de respeito e confiança, ganhamos a permissão de ver novamente na unidade alguns frequentadores e membros afastados.

Desejo continuar a realizar esta pequena prática, pois sei que, desse modo, conseguirei realizar muitas outras. Em agradecimento aos resultados alcançados, materializei um donativo de gratidão. Compreendi que para se obter excelentes resultados não é preciso realizar grandes tarefas. O importante é ter o sonen grande, forte e constante, desenvolvendo um enorme amor altruísta, pois somente assim construiremos o Paraíso Terrestre e nos tornaremos dignos habitantes dele. Muito obrigado.

domingo, 16 de maio de 2010

"Praticar ações altruístas transforma o lazer num momento excepcional"




Nome: Agatha Esteves Franco



Idade: 18 anos



Johrei Center: Ipanema






Sobre a experiência: Agatha, o namorado e dois amigos realizaram pequenas práticas altruístas para sua avó que, com quatro hérnias de disco, não conseguia realizar as tarefas domésticas. Resultado: dores amenizadas e muita felicidade.

Quero contar uma grande vivência que mudou muitas vidas. Meu namorado, dois amigos e eu, todos membros da Igreja Messiânica, programamos um passeio para o final de semana. Inicialmente, estávamos pensando somente em nos divertir. Foi aí que resolvi ligar para a minha avó, que passa por uma grande purificação – está com quatro hérnias de disco, sentindo muitas dores e não conseguindo realizar os afazeres de casa –, e perguntar se ela estaria em casa em determinada hora. Como ela me respondeu que sim, conversei com meu namorado, meus amigos e, baseados na orientação do Revmo.Watanabe, resolvemos passar em sua casa, que fica no caminho do lugar onde passaríamos o final de semana. Lá, deveríamos procurar realizar uma pequena ação altruísta com o objetivo de levar felicidade e amor para ela.

Ao nos dirigirmos para seu lar, pedimos permissão ao Messias Meishu-Sama para podermos transmitir sua Luz. Um dos meus amigos lhe ministrou Johrei, outro varreu a casa, eu lavei a louça e meu namorado arrumou o quarto.

Ao final das tarefas, de maneira harmônica, preparamos juntos um delicioso almoço, comemos, conversamos e rimos muito.

Essa dedicação foi imprescindível para que esse momento especial acontecesse em nossas vidas. O final de semana foi tão fantástico que não sabemos nem como expressar isso. Além disso, ganhamos a convicção no salmo de Meishu-Sama que diz: “A felicidade que sentimos quando fazemos as outras pessoas felizes é uma felicidade inigualável.”

Como orienta o Revmo. Watanabe, o resultado vem rápido: tivemos um final de semana pleno de alegria, minha avó contou o que fizemos a todas as suas amigas e aos nossos familiares com muito carinho e felicidade. E ainda sua purificação se amenizou.

Com isso ganhamos a firme convicção na atuação da Prática do Sonen de Altruísmo, com a certeza da mudança que ela realmente proporciona.

Como preparação para a visita missionária de Kyoshu-Sama, quero me empenhar em passar essa experiência a todos os jovens que acompanho.Também quero estar cada vez mais atenta para colocar essa orientação em prática em todos os momentos da minha vida.

Agradeço a Deus, a Meishu-Sama e aos meus antepassados esta grande permissão de servir à Obra Divina. Muito obrigada.


Depoimento da avó – Lúcia Maria Esteves


“Venho passando por um período difícil. Devido a quatro hérnias de disco na coluna cervical e à fibromialgia, sinto fortes dores que me impossibilitam fazer meus afazeres domésticos, que vou desenvolvendo na medida do possível.

Contudo, às vezes, há um acúmulo de coisas. Um dia, recebi um telefonema de minha neta Agatha, que me disse: “Vó, não limpe nada em sua casa hoje e nem faça algo na cozinha, vou aí com o meu namorado e dois amigos para ajudá-la. Mas não é para fazer nada mesmo, ouviu?” Algumas vezes, ela tinha estado aqui com seu namorado para me ajudar.

No dia marcado, eles vieram, riram, brincaram, enchendo minha casa de luz e alegria. Enquanto um dos meninos me ministrava Johrei, os outros três, como se fizessem isso diariamente, limpavam, arrumavam, fazendo com que minha casa ficasse ‘um brinco’.

Os meninos se revezavam na ministração de Johrei e na arrumação. Depois fizeram um almoço muito bom e só me sentei à mesa para comer, quando conversamos e brincamos. Foi uma refeição muito agradável, como todos sempre deveriam ter, compartilhando o alimento com alegria e carinho.

Após o almoço, eles arrumaram tudo e ainda deixaram alimentos para eu consumir durante a semana. Foram embora, seguindo para o seu final de semana especial, deixando a semente da solidariedade e do carinho plantada em minha casa.


Foi muito bom ver esses ‘quase meninos’ praticando o altruísmo.

Chegou a hora do homem evoluir espiritualmente


Para a Ciência, o ser humano chegou ao máximo da sua evolução: não deve ficar nem mais forte, inteligente ou saudável do que já é atualmente. Portanto, sobrará mais tempo, energia e disposição para conquistar sabedoria e evoluir espiritualmente.


O geneticista Steve Jones, professor da Universidade de Londres, numa conferência intitulada "O Fim da Evolução Humana", afirmou que, devido aos avanços da tecnologia e da medicina, o tipo de homem que existe nos dias de hoje é o único que haverá daqui para frente – porque os seres humanos não ficarão nem mais fortes, inteligentes ou saudáveis do que já são. A ciência credita esta afirmação a quatro fatores: influências ambientais, mutação, recombinação e seleção natural.


Do ponto de vista científico, o que promove a evolução humana é o fato do indivíduo sofrer mutações genéticas em função da reprodução sexual e do ambiente. Segundo o geneticista, no mundo inteiro, as populações estão cada vez mais interligadas ao mesmo tempo em que as possibilidades de mudanças aleatórias diminuem.


Alguns estudos revelam que há uma diminuição do processo de seleção natural em função da evolução física do homem, mas isso não quer dizer, absolutamente, que a sua vida se encontra numa zona de conforto. “Acredito que vão ocorrer mudanças, mas nossas mudanças não serão físicas, mas mentais", afirmou Jones.


Meishu-Sama (Mokiti Okada) orienta que: “Com o progresso da cultura, os elementos antes necessários tornaram-se desnecessários, pois sofreram uma seleção natural. Neste sentido, é óbvio que nem mesmo o homem pode escapar às leis naturais quando chegar o fim. Qual seria, então, o alvo da seleção natural para ele? Obviamente, é o Mal que existe em seu interior. Como já explanei, na Era que se aproxima, o Mal será uma existência nociva e inútil; portanto, a seleção natural do homem mau é uma consequência também natural.”


Em síntese, no seu processo evolutivo, o homem era semelhante ao animal. Para Meishu-Sama, com a evolução, ele se tornou meio animal e meio humano, isto é, superficialmente ser humano, pois ainda é animal no seu interior. Ele explica que extirpar essa natureza animal e torná-lo um homem do Bem é a Vontade de Deus, que agora se manifesta. E afirma que aqueles que não conseguirem se submeter a ela serão eliminados através da seleção natural.


Nas proposições de Darwin sobre Seleção Natural, está evidente que a sobrevivência é um privilégio dos mais fortes, dos que têm uma capacidade de adaptação às adversidades do meio, superior aos seus semelhantes ou aos seres que, por sua natureza, são capazes de ocupar o mesmo nicho ecológico. Porém, daqui para frente, a força humana não será medida tão e somente pelo aspecto físico do homem, mas por sua condição espiritual.


Portanto, o momento atual é exatamente para a busca incansável da evolução espiritual como condição indispensável no processo de adaptação ao mundo contemporâneo.


O neto de Meishu-Sama e atual líder espiritual da Igreja Messiânica Mundial, Kyoshu-Sama, levanta as seguintes questões: “O caminho que leva à nossa evolução não é a continuação do caminho que a humanidade trilhou até hoje? Será que este caminho não seria o retorno à consciência original, relembrando o Mundo Celestial, que é o local de origem da vida?”


O presidente da entidade, Tetsuo Watanabe, explica que “assim como o que vem da terra retorna à terra, o que vem de Deus retorna a Deus. Isso quer dizer que o corpo físico é formado pelos alimentos que vêm da terra e quando morre, volta para terra. Portanto, a nossa alma, que veio de Deus, tem que retornar a Deus. É isso que Kyoshu-Sama ensina.”


Partindo desse princípio, surge a seguinte dúvida: o que é preciso fazer para retornar a Deus? “Em primeiro lugar, precisamos acreditar nisso e, em seguida, nos esforçar para progredir e evoluir sempre”, responde o Reverendíssimo Watanabe. “Em outras palavras, não conseguiremos retornar a Deus sem o esforço para progredir e nos elevar. Mas tem gente que pensa que não nasceu para progredir. Pensa que nasceu para gozar a vida. Quem coloca o objetivo de viver para gozar a vida, sempre está reclamando, nunca está satisfeito. Porém, quem tem o objetivo de progredir e retornar a Deus, sempre procurando evoluir, conseguirá saborear a verdadeira felicidade do Homem, a cada degrau que subir.”


No entanto, essa evolução espiritual não ocorre de forma linear. “Existem coisas que atrapalham o nosso progresso espiritual, como os preconceitos antigos e as idéias fixas”, esclarece. “Por exemplo, pensamentos de acomodação – ‘Do jeito que estou, para mim, está tudo bem...’ – ou idéias negativas – ‘Mesmo que eu queira me elevar, nunca vou conseguir’ – são pensamentos que limitam a nossa capacidade, mesmo antes de tentarmos fazer algo.”


Então é isso. Mas de onde vêm “esses pensamentos” que impedem as pessoas de progredir? No último mês de março, ele explicou para milhares de brasileiros no Solo Sagrado de Guarapiranga, em São Paulo, SP, que “como o ser humano é a soma de milhares de antepassados, certamente existem muitos que estão acomodados no mundo espiritual, presos aos seus pontos de vista. São antepassados que não tiveram a oportunidade de aprender a Verdade como Meishu-Sama nos ensina. Não aprenderam a aceitar 100% do amor de Deus e viveram ignorando a Sua existência. Por isso deixaram acumular muitas nuvens espirituais, que são a origem da infelicidade.”


Assim, ele ensina que “essas nuvens poderão ser dissipadas pela Luz do Messias, Meishu-Sama, através da ministração e do recebimento de Johrei, da leitura dos Ensinamentos e do servir à Obra Divina. E agora que temos a Prática do Sonen, que se completa com a prática do altruísmo, cabe a nós encaminhar todos esses antepassados, para que se elevem e retornem a Deus junto conosco. Essa é a nossa grande missão.” Enfatiza ainda que: “o progresso, por menor que seja, é capaz de nos dar confiança e coragem para experimentar coisas novas. Este progresso e elevação não são apenas para o crescimento de um só indivíduo, porque ninguém se salva sozinho.”


Receitinha básica


“O caminho para retornar a Deus é o caminho do esforço constante para progredir e se elevar”, resume. “A partícula divina veio de Deus e agora tem que retornar a Ele, ou seja, nascemos para progredir e nos elevar para retornar a Deus.” Portanto, “que tal quebrar as nossas velhas cascas, para sempre progredir?” A opção de experimentar é de cada um. Alcançar um nível mais elevado na condição de um ser humano ou permanecer em níveis de condição animal depende de cada um. Mas é certo que a escolha se resumirá numa única consequência: seleção natural.

Visita ilustre para a abertura das atividades do Johvem 3


Emoção e boas recordações marcam o primeiro dia do Johvem 3 em abril


O encontro dos jovens do Curso de Formação Johvem 3 do mês de abril teve como destaque a palestra do Secretário Nacional de Jovens e do Ensino, Ministro Edson Matsui.

Em suas palavras, o ministro Matsui lembrou respeitosamente da passagem do Reverendo Francisco para o Mundo Espiritual e ressaltou que sua alegria e motivação devem permanecer vivas dentro de nós. Envolvido neste sentimento, ele falou sobre a importância dos jovens terem o Reverendo como exemplo de grande missionário e de continuarem dedicando com afinco.

O ministro Matsui também relembrou os principais pontos das orientações do Revmo. Watanabe na Conferência Nacional de Johvens 2010 e de seu pedido de todos se tornarem um Segundo Watanabe, destacando três pontos:

1. prática de pequenas ações altruístas;

2. sonen forte, firme e constante;

3. empenho na ministração de Johrei, encaminhamento e de tornar pessoas úteis à Deus.


Neste contexto, a orientação do Min. Matsui teve como base enfatizar que dentro do caminho religioso, somos instrumentos de Deus e não donos da Obra Divina. E que diante disso, devemos aprimorar nossas próprias vontades por meio do polimento da alma para assim, alcançarmos a elevação do espírito.


“Não almeje se tornar uma pessoa importante, mas sim benevolente”.

(Meishu-Sama)

É muito bom sonhar...




A cultura japonesa considera ser bom sonhar, no primeiro dia do ano, com o monte Fuji, com gavião ou com berinjela, pois são símbolos que trazem sorte e prosperidade. Independentemente do sentido simbólico, a berinjela é um fruto rico em cálcio, ferro, fósforo, e ainda pequenas quantidades de vitaminas A e B5. É originária da China e da Índia, sendo cultivada desde a antiguidade na Ásia. Ela é um dos legumes mais versáteis que existem e está presente em muitos pratos étnicos populares, como as moussakas gregas, o ratatouille francês e o babaganoush do Oriente Médio.

A berinjela sacia e tem baixo teor de calorias; uma xícara contém somente 40 calorias. No entanto, sua textura esponjosa absorve gordura. Quando frita com muito óleo, acumula quatro vezes mais gordura do que a batata frita. As mais saborosas são fi rmes, possuem casca fi na e sabor suave. Algumas podem ter sabor amargo, que é facilmente neutralizado se forem salgadas antes do cozimento. Corte a berinjela em fatias ou em cubos e salpique-os com sal. Deixe descansar por meia hora, escorra e seque com papel absorvente.

Em temperatura ambiente, a durabilidade dos frutos é limitada a dois dias, a partir de quando começam a murchar. Na geladeira, podem ser mantidos por até duas semanas, acondicionados em saco plástico. A forma de preparar pode ser recheada ou cozida, grelhada, assada ou guisada. A berinjela pode também ser utilizada para fazer lasanha vegetariana. Faz um par perfeito com alho e azeite.

Revista Izunome

Pimentão Verde


O pimentão verde (Capsicum annum) é nativo das Américas e foi batizado pelos conquistadores espanhóis, que provavelmente o confundiram com as pimentas.

É um vegetal de sabor marcante, muito utilizado na culinária de diversos países. As variedades mais conhecidas são o verde, o amarelo e o vermelho. Porém, existem outras exóticas, como o roxo, o branco etc.

Cada 100 g de pimentão contém:
Calorias 29 Kcal
Proteínas 1,3 g
Gorduras 0,1 g
Vitamina A 2.000 U1
Vitamina B1 (Tiamina) 20 mcg
Vitamina B2 (Ribofl avina) 30 mcg
Vitamina B5 (Niacina) 20 mg
Vitamina C 126 mg
Potássio 140 mg
Sódio 16 mg
Cálcio 10 mg
Fósforo 25 mg
Ferro 0,5 mg

Pimentões são muito ricos em:
Bioflavonoides, pigmentos vegetais que ajudam a prevenir o câncer;
Acidos fenólicos, que inibem a formação de nitrosaminas cancerígenas;
Fitosteróis, precursores da vitamina D que teriam propriedades anticancerígenas;
possuem luteína e zeaxantina, antioxidantes associados à redução do risco de degeneração macular, a maior causa de cegueira em idosos.

Modo de preparo:

Pode ser cozido no vapor; assado; recheado e cozido; servido cru em saladas ou combinado com outros vegetais, atentando sempre para a questão do seu sabor, que predomina sobre os demais. Para as pessoas que dizem que, quando há pimentão no almoço, passam o dia "conversando" com ele, uma dica é mastigar bem. Para qualquer forma de preparação culinária, use somente aqueles produzidos pela Agricultura Natural/Orgânica, pois, segundo algumas pesquisas, o pimentão verde é um dos alimentos que mais tem resíduos de agrotóxicos.
Experimente!

PATÊ DE PIMENTÃO
Rendimento total: 500 g - 20 porções
vinagre de maçã ½ xícara de chá 30 ml
ovos batidos 2 unidades 100 g
óleo 1 xícara de chá 180 ml
pimentões verdes picados 2 unidades grandes 250 g
tomates picados 4 unidades grandes 400 g
cebola picada 1 unidade 74 g
alho 4 dentes 12 g
farinha de soja 2 colheres de sopa
sal marinho 1 colher de chá
pimenta a gosto

Bater todos os ingredientes no liquidificador e levar ao fogo por 10 a 15 minutos, mexendo sempre, até encorpar um pouco. Esfriar e passar novamente pelo liquidificador para homogeneizar.

Fonte: Revista Izunome