sábado, 8 de janeiro de 2011

Culto do Natalicio de Meishu-Sama


Culto do Natalicio de Meishu-Sama

Solo Sagrado de Guarapiranga

19 de dezembro de 2010

Rev. Hidenari Hayashi


Bom dia a todos!

Quero felicitar a todos os senhores pela presença neste culto especial, em que comemoramos mais um Natalício do nosso Mestre Meishu-Sama.

E como um grande presente de aniversário, acabamos de ouvir a maravilhosa experiência de fé da senhora Genis da Silva, que após o seu encontro com o Messias Meishu-Sama e com o Johrei, mudou completamente a sua vida. Antes, sua vida era repleta de sofrimentos com doenças e problemas financeiros. Ela chegou até ao ponto de planejar o suicídio.

Mas tudo começou a mudar depois do seu primeiro encontro com Meishu-Sama por meio do Johrei e da mini-ikebana. E hoje, convicta de que foi o Messias Meishu-Sama quem salvou a sua vida, a senhora Genis se empenha em levar a Luz da Salvação a todos aqueles com quem se encontra, mostrando a eles que esse é o caminho da felicidade!

Um ponto que gostaria de ressaltar nessa maravilhosa experiência, foi: o que leva as pessoas, como a senhora Genis, a se encontrar com a força de salvação do Messias.

Acho que são vários fatores:

Um deles é a soma de méritos acumulados ao longo de sua vida. Quem soma méritos por meio de boas ações e práticas altruístas, certamente, no momento certo, serão lembrados por Deus.

Outro ponto, é a atuação dos antepassados. O desejo deles é ver seus descendentes crescerem, evoluirem e serem salvos. Eles também estão esperando o tempo certo, e a oportunidade para encaminhar seus descendentes ao caminho da Luz.

Mais um outro ponto: a missão que cada um traz consigo. Todas as pessoas nascem neste mundo com uma missão a cumprir, desde que esteja suficientemente purificado. Por isso, precisamos aceitar a purificação como uma preparação para recebermos a permissão de cumprir melhor a nossa missão.

E por último, o grande amor de Deus, que quer salvar toda a humanidade. Mas temos que lembrar que Meishu-Sama ensina que Deus faz sua Obra de Salvação utilizando o ser humano. E nós como messiânicos, recebemos o Ohikari para cumprir essa missão, de expandir a Luz da Salvação sem pensar em resultados, e deixar a força do Messias atuar.

Por isso, cada um de nós precisa estender a mão do Johrei ao maior número possível de pessoas, começando por aqueles que estão ao nosso redor. Essa é a expansão da salvação pelo Johrei.

Assim, a força do Messias vai se estender aos nossos filhos, netos e todos os descendentes, como já está acontecendo com a senhora Genis. Não só ela, mas sua filha e sua neta já estão servindo na Obra, e esse é caminho da salvação, que avança através das gerações.

Quero agradecer à senhora Genis, por nos oferecer seu emocionante relato, como um grande presente neste dia em que comemoramos mais um aniversário de Meishu-Sama!

Quero agradecer também, a todos os ministros, missionários e messiânicos de todo Brasil, pelo empenho incansável, ao longo deste ano, no desenvolvimento da Obra Divina.

E espero que, no ano que vem, possa contar novamente com todos os senhores, para continuar seguindo as orientações de Kyoshu-Sama e colocando em prática as diretrizes propostas pelo nosso presidente mundial, Revmo Tetsuo Watanabe, fazendo a expansão da salvação pelo Johrei e pelas práticas altruístas.

Muito obrigado e boas festas a todos!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Experiência de Fé

Bom dia!

Meu nome é Genis da Silva. Sou membro há um ano e quatro meses e dedico no Johrei Center Vila Matilde, Área Tatuapé; Região São Paulo Capital.

Hoje venho relatar a minha experiência de fé sobre como minha vida mudou depois de eu ter me encontrado com o Messias Meishu-Sama.
Desde jovem tive uma vida muito sofrida, e tudo começou a ficar mais crítico no ano de 2006, quando comecei a ter crises de síndrome do pânico e depressão profunda. Não conseguia dormir direito e acabei não conseguindo mais trabalhar. Então, passei a receber licença-saúde e a me tratar com psiquiatras e psicólogos.
Minha vida virou um caos. Não tinha mais vontade de fazer nada. Queria ficar sozinha, isolada num canto. Vivia como um bicho. Fiquei dias, semanas sem tomar banho. Além disso, fui acomedida por uma doença chamada fibromialgia que me causava fortes crises de dores pelo corpo, e uma artrose profunda nos joelhos e tornozelos, que me fazia utilizar um aparelho na perna direita e ainda tinha que usar uma bengala para eu andar.
Eu morava com a minha filha caçula, que havia começado a trabalhar, mas ganhava pouco mais de um salário mínimo, e por isso, a nossa situação financeira estava caótica.
Passaram-se mais de três anos de sofrimentos e me sentia num beco-sem-saída. Me sentia inútil. Não queria dar mais trabalho para ninguém.
Assim, em maio do ano passado comecei a planejar o meu suicídio. Pensei em várias formas de me matar: me atirar na frente de um ônibus, me matar com um tiro de revólver, tomar veneno... Mas sempre desistia, pois achava que não conseguiria morrer.
Até que no dia da consulta que tive com o psiquiatra, ele acabou colocando em minhas mãos os remédios referentes aos próximos 4 meses de uma só vez. Eram 110 comprimidos de “revoltril” de 2 mg. Eu perguntei ao médico o que aconteceria se alguém tomasse tudo de uma vez. E ele disse: “morte cerebral!” Então me veio a ideia de me suicidar usando aqueles comprimidos.
Planejei fazer isso na segunda-feira, depois que minha filha fosse trabalhar e eu iria deixar uma carta para minha família.

Assim, no domingo, dia 31 de maio de 2009, comecei a escrever a carta de despedida. Foi quando bateram na minha porta e fui ver quem estava lá.
Avistei 3 jovens que estavam com um pequeno arranjo de flor na mão. Algo me tocou para recebê-los, pois eu não tinha o costume de receber ninguém em casa.
Ao atendê-los, ofereceram-me o Johrei. Sem relutar, aceitei-o, pois pensava: “não tenho mais nada a perder, amanhã vou me matar mesmo...”
E, após ter recebido mais de 4 Johrei, um dos jovens, observando o quanto eu reclamava, me indagou: “Se hoje, a senhora fosse fazer um pedido a Deus, o que gostaria de pedir?”.
Demorei um pouco para responder, porque, naquele dia, eu não tinha nem um prato de comida para comer. Mas algo mais forte veio do meu interior e respondi: “quero resgatar minha Fé em Deus!”
Diante disso, eles perguntaram se eu aceitava receber assistência religiosa com o Johrei diariamente. E sem pensar, respondi que sim.
A partir desse momento tudo começou a mudar. A primeira mudança foi revigorar a vontade de viver.
Na noite de domingo para segunda, eu dormi bastante, como há muito tempo eu não conseguia.
No dia seguinte, mal acordei, e percebi o quanto a minha casa estava suja e desarrumada. Comecei a limpar tudo, uma limpeza geral, como se diz, do chão ao teto.
Quando me dei conta do horário, já passava das 18 horas, lembrei-me que tinha que preparar alguma coisa para minha filha comer, pois já era hora dela chegar do trabalho. Nesse instante, tocaram a campainha de minha casa, e fui atender.
A pessoa se identificou como sendo um missionário da Igreja Messiânica e disse-me que viera dar a assistência religiosa conforme o combinado.
Nesse momento, tomei um susto, pois percebi que havia me esquecido de me suicidar.
O missionário então me ministrou Johrei e passamos quase duas horas conversando sobre tudo que havia acontecido comigo. Eu perguntei sobre tudo e, com muita paciência, ele começou a me explicar todo o processo de purificação que acontecera comigo.

Diariamente este missionário vinha me ministrar Johrei. A cada dia me sentia melhor e minhas dúvidas iam sendo esclarecidas. Passados alguns dias, ficou bem claro para mim, o quanto a minha vida mudou!
Minha saúde melhorou muito! Em menos de duas semanas, deixei de usar o aparelho na perna que me ajudava a equilibrar e dispensei também a bengala. A minha depressão sumiu como num passe de mágica. Todas as dores que sentia por causa da fibromialgia e da artrose já não me incomodavam, e até a nossa situação financeira mudou, pois nessa mesma semana minha filha foi promovida e melhorou seu salário. Enfim me senti renascendo dia após dia com o Johrei.
Assim, na minha primeira ida ao Johrei Center, eu logo perguntei ao ministro: “O que eu preciso fazer para ministrar o Johrei e servir a Deus e ao Messias que transformaram a minha vida?”
Então, continuei recebendo Johrei diariamente, e me preparei para o dia 29 de agosto de 2009, quando recebi a grande permissão de ingressar na Fé Messiânica e de poder levantar a mão e transmitir a poderosa Luz do Johrei ao maior número de pessoas.
Imaginem os senhores que antes, eu nem podia entrar num ônibus, pois não conseguia levantar a perna sozinha. E hoje eu subo escadas, ando sozinha, cumpro todos os meus compromissos de servir a Deus, com plantões diários no Johrei Center, uma vez por semana eu participo da assistência religiosa num Hospital do meu bairro, e dedico na equipe de trânsito nos cultos daqui do Solo Sagrado. Eu também acompanho os frequentadores e já mereci ser instrumento no encaminhamento de 9 pessoas que receberam o Ohikari.
Inclusive a minha filha e a minha neta já alcançaram grandes milagres, receberam o Ohikari e estão dedicando bastante na Obra de Salvação de Meishu-Sama.
Hoje para mim é um sonho estar neste altar relatando aos senhores essa maravilhosa transformação que Meishu-Sama me permitiu viver em minha vida.
Por isso, todos os dias, ao me levantar, digo com bastante gratidão: “Meishu-Sama, a minha alma, meu corpo, minha vida pertencem ao Senhor. Me utilize como quiser!”
Hoje, quando me perguntam qual o momento mais feliz da minha vida, eu sempre respondo: “Foi quando eu me encontrei com Meishu-Sama!”

Messias Meishu-Sama! Muito obrigada! Parabéns pelo seu Natalício!

Muito obrigada a todos!

Ensinamento do Mês

MINHA NATUREZA



Creio que, atualmente, não existe uma pessoa tão feliz quanto eu, e por isso minha gratidão a Deus é constante e profunda. Mas qual será a causa da minha felicidade? De fato, eu não sou uma pessoa comum, sobretudo porque Deus me atribuiu uma grandiosa missão. Esforço-me dia e noite para cumpri-la, e todos os messiânicos sabem que, através dela, um incontável número de pessoas está sendo salvo. Entretanto, a felicidade tem um segredo fácil de ser praticado mesmo pelas pessoas comuns, ou melhor, por aqueles que não têm uma missão especial como eu.
Primeiramente, desejo abrir meu coração, mostrando aquilo que é uma tônica em meu íntimo.
Desde jovem gosto de dar alegria ao próximo, a ponto de isso se tornar quase um “hobby” para mim. Sempre estou pensando no que devo fazer para que todos fiquem felizes. Quando acordo pela manhã, por exemplo, minha primeira preocupação é saber o estado de ânimo dos meus familiares. Se houver uma só pessoa mal-humorada, já não me sinto bem. Na sociedade acontece justamente o contrário: os subordinados é que se preocupam com o estado de ânimo dos seus superiores. Como sou diferente, acho isso estranho e até fico um pouco desapontado. Por esse motivo, algo que me deixa muito triste é escutar gritos de raiva, lamentações inúteis e reclamações. Também me é difícil ouvir repetidas vezes um mesmo assunto. Minha natureza é sempre pacífica e alegre.
O resultado do que acabo de expor é um dos fatores determinantes da minha felicidade. Por isso eu sempre afirmo: “Se não fizermos a felicidade do próximo, não poderemos ser felizes.” Acredito que meu maior objetivo – o Paraíso Terrestre – estará concretizado quando meu estado de espírito encontrar ressonância e expansão no coração de todos os homens.
Este artigo parece um auto-elogio, mas se, depois de sua leitura, ele puder levar algum benefício às pessoas, ficarei satisfeito.


Meishu-Sama em 30 de agosto de 1949

Fonte: Alicerce do Paraiso – volume 1 (trechos)


http://www.messianica.com.br

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Palestra do Mês




Culto Mensal de Agradecimento

Solo Sagrado de Guarapiranga

5 de dezembro de 2010

Rev. Hidenari Hayashi




Bom-dia a todos!

Em primeiro lugar, quero parabenizar os senhores pela sincera dedicação em prol da expansão da Obra Divina no Brasil.

Acabamos de ouvir a maravilhosa experiência da missionária Alda Cecília, que, por meio de sua profunda fé no Johrei e no Messias Meishu-Sama, conseguiu ultrapassar todas as barreiras de sua deficiência visual, dedicando-se incansavelmente à felicidade de seu próximo.

No mês passado, o revmo. Watanabe nos agraciou mais uma vez com sua preciosa orientação, e o tema foi justamente a superação dos sofrimentos por meio da gratidão, como um dos caminhos para nos tornarmos modelos de homens paradisíacos. Ele explicou que, para conseguir agradecer quando está em meio a sofrimentos, realiza três práticas:

1.Primeiro, ele tenta não ficar preso ao sofrimento. Procura olhar para outras coisas para achar sementes de gratidão, ou seja, motivos para agradecer.


2.Em segundo lugar, agradece pelo sofrimento, pois tudo são formas de purificação.


3.Por último, se empenha em eliminar as máculas por meio da prática do altruísmo.
E a experiência da senhora Alda se encaixou perfeitamente nessa orientação. Ela ilustrou claramente como é possível dirimir o sofrimento, servindo à Obra Divina e sem ficar preso ao mesmo.

Quando soube da experiência dela, fiquei muito emocionado, pois tentei imaginar o quanto deve ter sido difícil para ela, ainda criança, perceber que estava perdendo a visão.

Entretanto, sua salvação ocorreu quando ela encontrou o Johrei, a Luz do Messias Meishu-Sama. Mesmo sabendo que sua visão não voltaria ao normal, ela se empenhou de forma positiva e ultrapassou todas suas dificuldades.

Ela relatou que, apesar de possuir apenas 4% de visão, ainda tinha 100% de paladar, de olfato, de tato, de audição e de memória, suficientes para auxiliá-la a servir na Obra Divina. Consequentemente, entendeu que não precisava ser 100% perfeita fisicamente, para participar da Obra de Meishu-Sama.

Constatei, nessas suas palavras, o quanto, às vezes, reclamamos de coisas tão pequenas...

Quem acredita na salvação de Meishu-Sama, sabe que ser salvo não é só resolver o próprio problema: é, antes de tudo, ter a permissão de participar da Obra de Salvação de outras pessoas.

A missionária Alda concluiu: “Meishu-Sama continua mantendo os meus 4% de visão, e eu não me canso de agradecer, pois, mesmo com a visão limitada, ele me aceitou na sua Obra e vem me utilizando todos os dias da minha vida como seu fiel instrumento.”

Ela é, realmente, um grande modelo de superação! E mais do que isso, é também um exemplo vivo do verdadeiro espírito de servir, que, certamente, todos nós precisamos manter em nossos corações.

Tenho certeza de que Meishu-Sama está lhe dizendo: “O Paraíso está aí!”

Como preparação para o Culto do Natalício, que será realizado no próximo dia 19, vamos oferecer nosso servir e nossa gratidão a Meishu-Sama, para podermos ganhar muitos “O Paraíso está aí”, como fez a missionária Alda.

Muito obrigado e boa missão a todos!

Ensinamento do Mês

DEUS DIRIGE O TRABALHO DE EXPANSÃO DA IGREJA


Como o objetivo da nossa Igreja é a construção do Paraíso Terrestre, cada um de nós deve primeiramente criar o Paraíso no seu próprio lar. Para isso, cada um deve tornar o seu espírito paradisíaco. Ter espírito paradisíaco significa não ter nenhum sofrimento. Assim, se a afobação é um sofrimento, sofrer porque as coisas não correm a contento também é uma situação infernal. Portanto, devemos no mínimo livrar-nos do sofrimento. Para isso, a melhor maneira é dirimi-lo através do sentimento de gratidão, ou seja, não criar o inferno dentro do coração. Devemos atentar para o fato de que as religiões até hoje consideraram o sofrimento como algo benéfico. Existem até aquelas que chegam a procurar o sofrimento. (...) Como os homens comuns têm esse fato gravado na mente, ainda que se tornem membros da nossa Igreja, não conseguem se desligar dessa idéia.

Tudo que escrevi acima é porque o mundo se encontrava na Era da Noite, isto é, o mundo era infernal. Por esse motivo, ainda que a pessoa se tornasse um exemplar seguidor da fé, não conseguia escapar do sofrimento infernal. Agora, entretanto, como a Noite está se despedindo, e o mundo está se tornando Dia, a nossa Igreja é que dará a orientação quanto à construção do Paraíso Terrestre. Com esse objetivo, devemos nos esforçar para construir o Paraíso dentro dos nossos corações, para que o inferno não tenha oportunidade de aí se instalar.

Meishu-Sama em 12 de março de 1952

Extraído do Livro O Pão Nosso de Cada Dia (trechos)

Experiência de Fé

Bom-dia!

Meu nome é Alda Cecília de Oliveira Martins Takassaki, sou do Johrei Center Paranaguá, no estado do Paraná.
Sou messiânica há mais de 22 anos e, atualmente, dedico como assistente de ministro no Johrei Center Paranaguá e como responsável do Núcleo de Johrei na cidade de Morretes.
Hoje, gostaria de contar aos senhores meu encontro com Meishu-Sama e a realização de um grande sonho.
Ao entrar na escola aos sete anos de idade, sofri mudanças de comportamento: tornei-me chorona, medrosa, esbarrava nos colegas, tropeçava nas carteiras e copiava, com muita dificuldade, as tarefas no quadro.
Dois anos mais tarde, a professora pediu à minha mãe que me levasse com urgência ao oftalmologista, pois ela observou que, a cada dia, eu enxergava menos. Assim, em busca de retardar a evolução da doença, meus pais recorreram a todo tipo de tratamento: remédios, benzimentos, cirurgias espirituais. Foram momentos de angústia, de dor e de medo, uma vez que não sabíamos do que se tratava. Os médicos não identificavam a causa e não sabiam como tratar os efeitos.
Após 10 anos de luta, aos 17 anos, foi diagnosticada com perda de 96% da visão. Tratava-se de uma doença congênita, degenerativa, progressiva e irreversível muito rara chamada Síndrome de Stargardt, que destrói todas as células da retina, causando a cegueira total.
Perdendo a visão, ano após ano, eu não me conformava, não queria ficar cega. Tinha sonhos a concretizar: queria fazer faculdade, dirigir carro, andar de moto, viajar, casar... E, então, no último laudo, o médico disse que, em três meses, eu ficaria cega, pois só me restavam 4% da visão periférica, já que o centro da retina estava morto e cicatrizado.
Eu já estava no último ano do magistério e, naquele dia, quando o doutor me desenganou, fiquei desesperada, indignada, sem saber o que fazer. Tinha prova de português e não conseguia parar de chorar.
Foi quando uma colega de sala que era messiânica, me acalmou e me convidou para receber Johrei. Ela disse que tudo o que eu estava passando era um processo purificador e que, um dia, eu iria entender, mas, que agora, eu precisava ir à casa de Johrei para receber essa energia.
No começo, relutei. Em casa, contei o ocorrido à minha mãe, que me incentivou, dizendo: “Já que a medicina nada pode fazer, Deus está abrindo outra porta. Não perca a esperança jamais”.
Talvez essa fosse minha única e última chance. Em 28 de novembro de 1987, comecei a frequentar a Casa de Johrei Santo Antonio de Jesus, no recôncavo baiano onde morávamos, e a responsável dessa casa de Johrei me deu a tarefa de receber, durante três meses, 10 Johrei por dia.
Segui obedientemente a orientação e, aos sábados e domingos, ia à casa dos membros pedir Johrei, pois a Igreja não abria nos finais de semana e eu precisava receber meus 10 Johrei.
Após 30 dias, estava mais animada e recebi outra tarefa: agradecer os 4% de visão e parar de lamentar os 96% perdidos. Com essa postura, encaminhei meus pais. Eles recebiam diariamente um ou dois Johrei, e eu mantinha meu espírito de busca.
Comecei a me envolver na Obra achando que, por trás de meu sofrimento, Deus estava me reservando uma grande surpresa. Eu pedia para os dedicantes lerem os jornais messiânicos para mim. Em casa, minha mãe e minha irmã também liam os Ensinamentos, que eu pedia emprestados dos membros.
Após 90 dias de recebimento de Johrei, eu me sentia leve, esperançosa e queria ser útil, aprender a servir. Voltei ao oftalmologista, que ficou surpreso ao me ver, uma vez que eu não estava cega! Ele não sabia explicar o porquê. Ali, tive a convicção de que Deus e Meishu-Sama me haviam salvado por meio do Johrei. Expliquei o Johrei ao médico, que me disse: “Continue indo em direção a essa Luz! Também acredito em milagre!”
Ao retornar a casa, eu e minha mãe reconhecemos o tamanho da graça: eu tinha 4% de visão, 100% de audição, 100% de paladar, 100% de olfato, 100% de tato e 100% de memória, e todos eles poderiam servir na Obra de Meishu-Sama.
Então, tomei a decisão mais importante da minha vida e, em 27 de março de 1988, recebi o Ohikari. No mês seguinte, foi a vez de meus pais e irmãos. Nessa época, eu já entendi que não precisava ser perfeito para participar dessa grandiosa Obra.
Hoje, passados 22 anos, Meishu-Sama continua mantendo os 4% de visão e eu não me canso de agradecer já que, mesmo com a visão limitada, ele me aceitou em sua Obra e vem me utilizando todos os dias da minha vida como seu fiel instrumento.
Como gratidão eterna a Meishu-Sama, em 20 anos de vida missionária, tive a permissão de dedicar 12 anos no Recôncavo Baiano, na recepção, no servir, no atendimento às pessoas de primeira vez, na liturgia, no setor de ensino e como braço direito de três ministros na Bahia.
Participei da construção de Guarapiranga e de conferências de jovens; fiz aprimoramentos em Salvador sob a orientação do Rev. Francisco e lecionei em uma escola particular durante 10 anos.
Mesmo trabalhando, procurei manter o espírito de busca e a sede de aprender para melhor servir.
Com isso, muitas pessoas que se propuseram a ler para mim, foram facilmente encaminhadas e outorgadas, pois crescíamos juntas.
Em 1999, recebi a tarefa de retornar à cidade dos meus antepassados, em Antonina, no Paraná, para fazer difusão. Então, aceitei a nova missão e, em 2000, ganhei a permissão de dedicar como responsável do Johrei Center Paranaguá.
Em 2003, fui agraciada com o casamento e fui morar em Antonina. Nesse período, iniciei cursos para especialização em massoterapia, visto que desejava voltar a trabalhar. Tinha minha casa e desejava ajudar meu marido nas despesas domésticas.
Em 2005, inauguramos o Núcleo de Johrei Morretes e minha clínica de massagens. Eu me formara em 18 cursos: desde gessoterapia redutora até argiloterapia, além de outras terapias que ajudam a melhorar as pessoas física e mentalmente. Ministro também Johrei aos meus clientes. Assim, em meu trabalho, consigo dedicar no encaminhamento, e quatro pessoas que atendo já foram outorgadas.
Graças a Deus, tenho mais de 30 clientes fixos e uma lista de espera com pessoas que querem fazer massagem comigo.
Tenho uma vida normal, com bastante alegria, muitas atividades e a ajuda de muitas pessoas. Meus familiares dedicam na Bahia com a mesma intensidade: minha mãe, na ikebana; meu pai, na locução dos cultos, e meus irmãos, no plantão de Johrei.
Este ano fui indicada para participar do Programa de Formação Nível 4 em Curitiba e, com planejamento, organizo meu tempo para estudar, dedicar, trabalhar e cuidar da casa.
Entretanto, ainda faltava algo: eu precisava agradecer ao Messias Meishu-Sama, num nível maior, encontrar-me com ele, buscar sua força, senti-lo na sua origem, isto é, no Japão.
Em setembro de 2010, ganhei a permissão de peregrinar aos três Solos Sagrados: foi a concretização de um sonho e a renovação da minha aliança com Deus, Meishu-Sama e meus
antepassados. E ainda, tive a grande permissão de fazer este relato no Altar do Solo Sagrado de Atami, no Culto de Outono.
Durante dois anos, preparei-me financeira e espiritualmente, para agradecer a Meishu-Sama por manter meus 4% de visão e aprendi que o servir está acima de tudo, das dificuldades, da deficiência e de qualquer problema.
Antes de conhecer essa Obra maravilhosa, o foco era nos 4% de visão. Hoje, o foco é o servir. Por essa razão, meu sofrimento passou a ser motivo para me aproximar de Deus e de Meishu-Sama.
Meishu-Sama fala da força de 1% que muda 99%, e eu tive a oportunidade e permissão de receber 4%, que mantêm minha fé em 100% até hoje!

Muito obrigada, Messias Meishu-Sama!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Perdoar faz bem ao coração


Pedir perdão é demonstração de humildade, é a atitude que reflete a mudança de sentimento e proporciona a paz de espírito e a saúde do coração.


Um estudo chamado “Perdão e Saúde Física”, realizado pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, identificou que, quanto maior a capacidade de perdoar, menos problemas nas artérias coronárias surgem no decorrer da vida, evitando doenças cardíacas. Da mesma forma, pesquisas realizadas pela Universidade Estadual de Idaho, também nos Estados Unidos, ligaram o perdão a uma queda na pressão sanguínea e no nível de cortisol, resultante de uma resposta do corpo ao estresse.

Fred Luskin,doutor em aconselhamento clínico, descreve o perdão como uma forma de se atingir a calma e a paz, tanto com o outro quanto consigo mesmo.

Para ele, perdoar significa tocar a vida para frente, tornar-se responsável pelos seus sentimentos e deixar de ser vítima das situações dolorosas. Além disso, é um caminho para se reconectar com a intenção positiva. “Significa mudar sua história, tomar melhores decisões e ser conduzido a uma vida mais saudável e feliz”, declara.

Frequentemente, passamos por situações que nos causam sofrimento, provocadas por amigos, cônjuges, familiares ou sócios e, por não termos conseguido o que queríamos, ficamos magoados e rancorosos. “Ao guardar ressentimentos, ao culpar os outros ou ao apegar-se a mágoas, a vida pessoal e profissional fica desorganizada, tomam-se decisões equivocadas e liberam-se no corpo substâncias químicas associadas ao estresse, levando à frustração, à desesperança, a relacionamentos conturbados e a problemas de saúde”, afirma Luskin. Autor de O Poder do Perdão, mostra que podemos cicatrizar as feridas que já possuímos, identificar a maneira pela qual criamos uma mágoa e, desse modo, limitar a quantidade de ressentimentos que desenvolveremos no futuro. Ele ainda esclarece que, quando refletimos sobre um sofrimento, o organismo reage como se estivesse em perigo e ativa o que se conhece como a reação de lutar ou fugir. “Lidar com sofrimentos, ofensas e desapontamentos é um aprendizado”, continua.

Meishu-Sama explica que assim como os sentimentos positivos, os negativos também chegam até as pessoas pelos elos espirituais e, certamente, podem atrapalhar suas vidas: “Ficamos mal-humorados, perturbados e não podemos desempenhar corretamente nossas tarefas; nessas condições o sucesso é impossível”.
Até mesmo o relacionamento entre pessoas e grupos fica ameaçado quando determinados sentimentos, palavras e atitudes ferem seus valores. Quando isso acontece, em alguns casos, vínculos de consanguinidade e laços de amizade podem estremecer, provocando mágoa e ressentimento.
Assim, muitas vezes, achamos que o mundo e as pessoas à nossa volta estão errados e sofremos. Contudo, o problema está sempre dentro de nós mesmos. Se quisermos ultrapassar um obstáculo, precisamos descobrir o ponto interior que deve ser mudado.



Cuidar do coração começa por cuidar dos sentimentos. E, para saber como está a saúde do seu coração, vale a pena uma reflexão sobre quais sentimentos você está cultivando dentro dele.



www.johvem.com.br


Por Adriana Petrov Rodarte