terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Quem agradece só tem a ganhar



Ser grato é uma escolha. Tomar conscientemente essa decisão exige disciplina, mas o corpo, a mente e o espírito agradece, proporcionando a autorrealização

Por Adriana Rodarte

Estudos científicos recentes de Robert Emmons, professor de psicologia na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, relatam que as pessoas que conseguem agradecer cada pequena coisa que acontece no seu dia a dia, são as que mais obtêm bons resultados e se sentem bem consigo mesmas e mais próximas dos outros. “É uma das poucas coisas que pode mudar a vida de uma pessoa”, garante Emmons.

De acordo com as pesquisas, a gratidão está ligada a uma melhor qualidade de sono, de relacionamento pessoal; mais humor e satisfação pessoal, vitalidade, felicidade, otimismo, esperança, generosidade e empatia. Já a ingratidão relaciona-se com o estresse, a ansiedade, a depressão, a inveja, o materialismo e a solidão.

Saber agradecer quando se consegue algo tão almejado é muito fácil. Tem o gostinho do desafio superado, da valorização da potencialidade individual e da autoestima.

Contudo, é preciso lembrar primeiramente que isso são bênçãos de Deus, assim como o que aparentemente não é tão agradável também é uma manifestação de Seu amor para a purificação da alma e a conquista da verdadeira saúde, paz e prosperidade.

Certamente, todas as vitórias são merecimento de cada um e dependem do esforço, da dedicação, do sentimento, do pensamento e das atitudes. Sob outra perspectiva, o espírito de gratidão é o canal de ligação com Deus, pois ao agradecer constantemente tudo o que acontece em sua vida, o homem reconhece a vontade Divina para estabelecer o Paraíso Terrestre, aceita as dificuldades como aprimoramento necessário para seu crescimento interior e se preocupa em fazer o bem para cumprir sua missão e alcançar a felicidade.

Meishu-Sama orienta: “É realmente verdade que gratidão gera gratidão e lamúria gera lamúria. (...) Assim, quem vive agradecendo torna-se feliz; quem vive se lamuriando, caminha para a infelicidade. A frase ‘Alegrem-se que virão coisas alegres’, expressa uma grande verdade”.(1)

Com isso, o ponto vital é refletir sobre o que pode ser melhorado e não apenas sobre o que se quer conseguir. Com treino, paciência, otimismo e humildade, pode-se fazê-lo com a maior naturalidade.

Segundo uma pesquisa realizada em 2002 pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, as pessoas com alto nível de felicidade são aquelas que têm mais capacidade para fazer amigos e manter fortes laços afetivos com eles. Quando o homem se torna prestativo e atencioso, recebe das pessoas muito mais do que reconhecimento. Recebe gratidão. Assim, fica comprovado que quanto mais o indivíduo fizer o bem, mais luz ganhará e mais feliz será.

Portanto, o primeiro passo é começar a fazer o próximo feliz. E para desenvolver essa prática do altruísmo são fundamentais dois pontos básicos:

_ Saber ouvir e procurar compreender o que realmente a outra pessoa está querendo falar para ganhar sinceramente sua confiança, amizade e, assim, poder realmente ajudá-la;
_ Antecipar os fatos, sendo capaz de perceber uma necessidade futura.

Com isso, é importante ficar atento para sempre demonstrar a gratidão com atitudes simples, ser atencioso e prestativo.

Fica a seguinte sugestão: anote diariamente tudo o que recebe de bom, por mais simples que seja. Isso fará com que você grave em seu coração todas essas coisas e passe a ver quantas razões tem para agradecer.

(1(1) Ensinamento intitulado O homem depende de seu pensamento, Alicerce do Paraíso, vol. 04, p 41.

A vida é som, movimento e música


Melodias agradáveis induzem a liberação de substâncias no corpo que causam sensação de relaxamento, boa disposição física e bem-estar.
Por Adriana Petrov Rodarte, em 08/09/10


Desde a Antiguidade, a música é usada para tratar doenças, atrair energia positiva e colocar o homem em contato com a natureza. De acordo com matéria publicada no site da Folha de S.Paulo (www.folha.uol.com.br), em 26/08/10, índios caingangues e terenos da aldeia Icatu, em Braúna (499 km de SP), fizeram a dança da chuva no dia anterior, numa tentativa de pôr fim à estiagem e ajudar as plantações. Segundo o pajé, quando a chuva vier, será para todos: “Não vai chover só na aldeia, vai chover para todo mundo”.

Assim, verifica-se que a música é cultura, é arte, é canal de ligação com Deus.

Em dezembro de 2007, foi publicado um artigo no jornal “Critical Care Medicine”, revelando uma resposta fisiológica à música em pacientes que estavam em tratamento pós-cirúrgico. Ao escutarem as músicas do compositor austríaco, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), depois que o efeito dos sedativos não agia mais, eles tiveram certa aceleração no hormônio de crescimento, que é determinante para a cura de enfermidades.

A consequência foi uma redução na pressão sanguínea e nos batimentos cardíacos. Além disso, houve uma menor necessidade do uso de analgésicos e queda em alguns hormônios ligados ao estresse. Um primeiro experimento sob essa perspectiva foi publicado em 1993, na revista Nature, e ficou conhecido como “efeito Mozart”. Os autores comprovaram que estudantes universitários expostos às músicas eruditas por breves períodos de tempo, especialmente as de Mozart, melhoraram suas habilidades de raciocínio.

Da mesma forma, recentemente foi descoberto por um grupo de neurocientistas da Universidade de Helsinki, na Finlândia, que até mesmo vítimas de derrame cerebral podem ser beneficiadas com o uso de melodias. Ao constatarem que elas estimulam o sistema nervoso, verificou-se que podem ativar várias áreas do cérebro simultaneamente, acelerando o processo de recuperação.

A música é uma linguagem intrínseca a todo ser vivo, visto que animais e plantas, por exemplo, também reagem às sensações ao seu redor. Ela também pode ser motivadora, pois tem a capacidade de encorajar, animar, transmitir segurança e interagir com a parte mais subjetiva de cada um. Isso acontece porque o conjunto das emoções pode estar engajado dentro de ritmos e harmonias dos mais diferentes estilos musicais e expressões culturais de forma lúdica.

Saber tocar ou ter conhecimento musical não são requisitos necessários. É preciso apenas sensibilidade: "A música atinge em cheio o sistema límbico, região do cérebro responsável pelas emoções, pela motivação e pela afetividade", explica Maristela Smith, coordenadora da Clínica de Musicoterapia das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo. "Pacientes portadores do Mal de Alzheimer, por exemplo, resgatam aspectos da memória com canções e sons de rotina", diz a especialista.


Meishu-Sama ensina que a Arte é a representação do Belo e que sua missão é elevar o caráter do homem. Para ele, as vibrações espirituais emitidas pela alma do artista tocam a sensibilidade das pessoas por intermédio dos instrumentos musicais, dos cantos, das danças e das demais manifestações artísticas. “Por isso, a Arte deve ser de nível elevado, uma arte que deleitando a pessoa, eleve o seu sentimento”, afirma.


Para a professora de música, Wanda Spisso Borghese, a música é a Arte que ajuda a exteriorizar o júbilo, o amor, a crença nos poderes supremos e o desejo de dançar. Ela conta que foi procurada pela família de uma professora de Educação Física, que fora submetida a uma cirurgia no cérebro devido a um aneurisma, para ajudá-la por meio da música a superar uma das sequelas: dificuldade de assimilar os fatos. “É sempre um grande desafio, mas muito gratificante também. Hoje ela canta muito afinada todas as músicas que aprende e já consegue tocar algumas peças no piano”, comenta a professora. “Ela tornou-se muito alegre, cheia de vida e, sempre quando há aula, diz que é o dia mais feliz de sua vida”, continua.


A musicoterapia pode ser aplicada desde a vida intrauterina, pois pesquisas provaram que o feto reage ao som e, por ser estimulado desde cedo, nasce com maior capacidade de desenvolver seu potencial. As sessões incluem música e recursos sonoros variados como CDs, vozes, instrumentos e até mesmo ruídos. A avaliação é realizada de acordo com a reação do paciente diante de cada som.


Benefícios da musicoterapia:

• Estabilidade emocional;
• Redução da ansiedade;
• Diminuição de estresse;
• Autoconhecimento;
• Melhoria na respiração;
• Aprimoramento nos relacionamentos interpessoais;
• Melhor controle do tônus postural e muscular;
• Desenvolvimento neuropsicomotor;

• Reabilitação do equilíbrio e dos movimentos;
• Desenvolvimento cognitivo;
• Redução de espasmos;
• Relaxamento emocional e muscular;
• Desenvolvimento social e escolar;
• Aumento da concentração;
• Possibilidade de extravasar sentimentos e emoções.

Presidente Lula agradece a Fundação pelas ikebanas montadas em seu gabinete


O presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, recebeu o responsável da Fundação Mokiti Okada em Brasília-DF, o reverendo da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, Éden Mendes, e a professora da Academia Sanguetsu, Aiko Habe, no dia 10 de dezembro, no Palácio do Planalto, para agradecer a instituição pela elaboração dos arranjos florais em seu gabinete durante esse oito anos no governo.

Na oportunidade, o rev.Éden explanou sobre as atividades da Fundação e se colocou ao inteiro dispor para dar continuidade na elaboração dos arranjos no governo da nova presidente Dilma Roussef. Lula manifestou a vontade de conhecer o Solo Sagrado de Guarapiranga, localizado na região sul de São Paulo, que conserva parte da Mata Atlântica e é um dos maiores espaços de contemplação da natureza e meditação no Brasil. Ele encerrou o encontro agradecendo aos professores da Academia Sanguetsu pelo trabalho realizado.

A Fundação Mokiti Okada, por meio da Academia em Brasília, desde o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, tem sido a responsável pela montagem das ikebanas nos gabinetes da presidência, vice-presidência e assessores. Semanalmente, são elaboradas dezoito ikebanas dos mais variados tipos, sempre no estilo Sanguetsu. As flores são compradas pelo Palácio do Planalto, bem como, o transporte das professoras e do material utilizado (galhos, folhas e flores) também são da responsabilidade do gabinete da presidência.

Um grupo de professores voluntários, orientados pela professora Aiko Habe realiza o trabalho com o objetivo de ornamentar e criar um ambiente paradisíaco no local mais importante da República Federativa do Brasil.




Fonte: Assessoria de Imprensa
Fundação Mokiti Okada
Jornalista: Rosana Cavalcanti
MTB - 3142/11/191 - PR

Palestra do Mês


Culto Mensal de Agradecimento

Solo Sagrado de Guarapiranga

6 de fevereiro de 2011

Rev. Hidenari Hayashi

Bom dia a todos!

Quero parabenizar a todos os senhores pela dedicação em prol da expansão da Luz do Messias Meishu-Sama por todo o Brasil.

Bem, acabamos de ouvir o maravilhoso relato de experiência de fé do senhor Osmar Justino, que alcançou muitas graças inesperadas, depois de mudar o foco do seu sonen, procurando se tornar uma pessoa mais útil na Obra de Salvação da humanidade.

Isso comprova claramente o que Meishu-Sama escreveu no ensinamento lido hoje, quando afirma: “Deus salva a qualquer custo as pessoas que lhe são úteis.”

O senhor Osmar ganhou a permissão de experimentar a alegria de vivenciar todas aquelas graças, em um pequeno espaço de tempo.

Isso, realmente, só pode ser fruto da Força do Messias, que se manifesta quando tomamos a decisão de colocar a felicidade do próximo à frente da nossa, procurando fazer as práticas de amor altruista.

Será que todo mundo não gostaria de receber a força do Messias, igual o senhor Osmar?

Mas eu digo aos senhores, que ele não é uma exceção!

Qualquer um de nós pode receber essa Força do Messias. Basta se tornar uma pessoa que seja útil à Obra de Salvação de Meishu-Sama, ministrando bastante Johrei e praticando o altruísmo.

Anteontem, no dia 4 de fevereiro, foi realizado no Solo Sagrado de Atami, Japão, o Culto do Início da Primavera, com a presença de Kyoshu-Sama.

Desta vez, uma grande caravana composta por mais de 260 pessoas viajou ao Japão e representou todos os messiânicos brasileiros nesse culto que tem um significado muito importante dentro da nossa doutrina.

Meishu-Sama explica que todos os anos, no dia 3 de fevereiro, chamado de Setsubun, a atuação de Deus intensifica no sentido de ajustar as contas dos pecados e impurezas do mundo da noite e por isso, as purificações se tornam mais intensa.

E o dia seguinte, 4 de fevereiro, é chamado de Início da Primavera, como o primeiro dia dessa nova fase do Plano Divino.

Todos nós messiânicos, quando recebemos o Ohikari, recebemos também a missão de levar essa mensagem a todas as pessoas, de que a Luz está cada vez mais aumentando, e por isso, as purificações também vão se intensificar.

Talvez um exemplo disso, sejam as recentes catástrofes que vem acontecendo devido às fortes chuvas, pricipalmente nas regiões sudeste e sul.

Nesse sentido, milhares de messiânicos, movidos pelo amor altruísta, colaboraram muito nas campanhas emergenciais promovidas pela Fundação Mokiti Okada, que já arrecadou mais de 33 toneladas de doações não-perecíveis, que foram encaminhadas para as instituições governamentais que dão apoio às vítimas das fortes chuvas, que ainda continuam, por exemplo, em Santa Catarina.

Neste mês de fevereiro também, vamos continuar o nosso empenho na prática do Johrei e do amor altruísta, para poder receber a Força do Messias, e ultrapassar as grandes purificações.

Muito obrigado e boa missão a todos!

Ensinamento do Mes

ENSINAMENTO DO CULTO MENSAL DE AGRADECIMENTO
FEVEREIRO 2011

“Desejo que salve minha vida, desejo que cure minha doença”. A pessoa pedindo assim, Deus poderá dizer: “Você está na Fé, não está? Portanto, de minha parte, darei um jeito. Não é preciso pedir com tanto apego. O fato de me acharem assim tão desumano, não é nada agradável. Se você veio solicitar minha ajuda, farei qualquer coisa para salvar sua vida”.


Nas religiões tradicionais, que dizem que o homem será salvo se tomar banhos, jejuar, rezar 100 vezes etc., o deus não é verdadeiro. É Satanás, sem dúvida. O Amor de Deus é grande e profundo, por isso a salvação depende do homem. Desde que o homem confie e recorra a Deus, deixando a vida por Sua conta, Ele não pode deixar de salvá-lo. Uma vez que o problema foi entregue em Suas mãos, a responsabilidade de Deus torna-se mais pesada. Assim, da Sua parte, a salvação torna-se bem mais fácil. Quanto a esse modo de pensar, é, sem dúvida, Daijo e Shojo. Deus salva, a qualquer custo, as pessoas que lhe são úteis. Aquelas que O atrapalham ou são inúteis, Ele deixa de lado e espera pelo tempo certo, até que elas ganhem compreensão. Deus tem um poder incrível; portanto, basta Ele querer, que poderá salvar facilmente. A dificuldade está em reunir pessoas que tenham condições para serem salvas. Por isso, é preciso que o homem adquira essas condições.

Meishu-Sama em 27 de junho de 1953
Fonte: O Pão Nosso de Cada dia (página 311)

Experiencia de Fe

Osmar Justino
JC Vila Prudente – São Paulo Capital


Bom dia a todos!
Meu nome é Osmar Justino, sou messiânico há dezesseis anos, e minha esposa há 39 anos. Gostaria de relatar aos senhores, a experiência na prática da fé que nós dois vivemos nos últimos meses.
Em agosto do ano passado, estávamos passando por uma fase de intensa purificação, que perdurava há anos em nossa família.
Tínhamos pendências com cartão de crédito, utilização de cheque especial, e muitas contas atrasadas.
Por outro lado, vivíamos um grande conflito familiar com meu sobrinho, devido a um confuso processo de inventário de um terreno que estava pendente há mais de 30 anos.
E, o mais difícil, eram os conflitos com meu filho mais novo de 28 anos que fazia uso excessivo de bebidas alcoólicas, estava desempregado e, constantemente, era muito agressivo comigo e com minha esposa.
Em preparação para o Culto às Almas dos Antepassados, fomos entrevistados pelo Responsável do Johrei Center, e comunicamos a ele todos esses nossos sofrimentos.
O ministro então nos orientou sobre a importância de deixar um pouco de lado nossos problemas e procurar nos tornarmos úteis a Deus e a Meishu-Sama.
E para manter o foco nessa Obra de Salvação, explicou que tínhamos de ter o forte sonen de querer salvar a vida de pelo menos, cinco pessoas, fazendo diariamente a prática do Sonen de Altruísmo.
Para alcançar esse objetivo, ele nos orientou a colocar o verdadeiro sentimento em todas as nossas dedicações, como o atendimento às pessoas que visitam o Johrei Center, nas aulas do ensino que ministramos, na ministração de Johrei, na leitura de ensinamentos, no donativo de gratidão diária, enfim, em todas as práticas de ações altruístas.
Ao final da entrevista, eu e minha esposa saímos da sala muito emocionados e determinados a cumprir corretamente e com obediência
todas as orientações recebidas, inclusive, dispostos a oferecer uma gratidão especial no Culto aos Antepassados que aconteceria três meses depois.
Entretanto, sabíamos que, humanamente falando, seria muito difícil concretizar essas nossas metas, mas seria sim, possível, somente com a força do Messias Meishu-Sama e com o apoio dos nossos ancestrais e antepassados.
Assim, elaboramos uma lista dos nossos antepassados e, através da prática do Sonen de encaminhamento, convidamos todos eles a se tornarem úteis ao Messias Meishu-Sama junto conosco, todos os dias, nas nossas práticas da fé.
Pouco mais de um mês de empenho nas dedicações, começamos a sentir a Força do Messias.
Certa noite, meu filho chegou em casa embriagado e muito violento, quebrando vários móveis da casa.
Normalmente, eu perdia a paciência, enfrentava ele, e até brigava para fazê-lo parar com aquele comportamento.
Mas dessa vez, eu fiz diferente. Não reagi em nada, e junto com minha esposa fiz oração no Altar, ministrei-lhe Johrei e, mais tarde, ele pegou no sono. Já sentimos ali, uma coisa diferente dentro da atmosfera da nossa casa.
No dia seguinte, era costume meu filho acordar, e sair de casa sem falar conosco, como se nada tivesse acontecido na noite anterior.
Mas dessa vez foi diferente: ele acordou e veio até perto de mim. Eu olhei para ele, senti que estava diferente e pensei: não vou discutir com ele.
Lembrei-me do meu comprometimento com as orientações recebidas, e apenas lhe disse que eu, como pai, gostaria que ele melhorasse a postura para poder reconquistar a confiança das pessoas.
Ele estava muito diferente.... normalmente quando eu falava, ele levantava a voz, contestando as minhas palavras, não aceitando as coisas que eu dizia.

Mas dessa vez, olhando nos meus olhos, ele me ouviu calado como se realmente quisesse me ouvir. Então eu lhe ministrei Johrei, e expressei o meu sentimento de o quanto eu o amava.
Esse fato fortaleceu ainda mais o meu sentimento, e o de minha esposa, em seguir adiante com as nossas dedicações. A partir daí, tudo começou a mudar em nossas vidas.
Gostaria de relatar aqui as muitas graças que recebi.
Meu filho voltou a receber Johrei espontaneamente, coisa que, até então, não aceitava. Ele melhorou seu comportamento conosco, restabelecendo a harmonia nas nossas relações como pais e filho;
E logo depois, meu filho e sua namorada conseguiram empregos no interior de São Paulo.
Outro grande milagre, foi a conclusão do processo de inventário que se arrastava por 30 anos sem solução, que nos trouxe de volta a harmonia entre eu e meu sobrinho.
Além disso, conseguimos vender esse terreno por um valor bem superior ao que imaginava.
Assim que recebemos a nossa parte, eu e minha esposa fomos rapidamente ao Johrei Center emocionados e, com alegria indescritível, materializamos nosso sentimento de gratidão junto com os nossos antepassados, a Deus e Meishu Sama. Esse foi o donativo especial que, a princípio, achávamos que não conseguiríamos realizá-lo.
Como a Providência Divina é insondável pelo raciocínio humano!
Com isso, pude também, depois de muitos anos de sofrimento, quitar todas as minhas dívidas e pendências financeiras.
Minha aposentadoria passou por um processo de revisão e aumentaram-se os rendimentos mensais;
Eu vinha há algum tempo querendo reformar a casa onde morava, mas nunca conseguia. Agora já estamos reformando-a e até já apareceram compradores para ela.

E a tarefa que recebi de fazer a felicidade de cinco pessoas, consegui fazer o algo a mais, e tive a permissão de encaminhar sete novos messiânicos para receber o Ohikari.
Tudo isso aconteceu em apenas três meses!
Diante de todos estes fatos, pude confirmar que todas as graças que nós recebemos, só foram possíveis de acontecer, após termos nos empenhado em colocar a felicidade de outras pessoas em primeiro lugar, por meio das práticas altruístas.
Com essa postura, merecemos a atuação da Força do Messias Meishu-Sama em nossas vidas e conquistamos a verdadeira felicidade.
Expressamos nossa gratidão aos antepassados por sempre dedicarem junto conosco e ao ministro que nos orientou com muito amor e sabedoria.
Agradecemos a Deus e ao Messias Meishu-Sama por esta oportunidade que nos foi concedida, que realmente, mudou o nosso destino.

Muito obrigado!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Culto do Natalicio de Meishu-Sama


Culto do Natalicio de Meishu-Sama

Solo Sagrado de Guarapiranga

19 de dezembro de 2010

Rev. Hidenari Hayashi


Bom dia a todos!

Quero felicitar a todos os senhores pela presença neste culto especial, em que comemoramos mais um Natalício do nosso Mestre Meishu-Sama.

E como um grande presente de aniversário, acabamos de ouvir a maravilhosa experiência de fé da senhora Genis da Silva, que após o seu encontro com o Messias Meishu-Sama e com o Johrei, mudou completamente a sua vida. Antes, sua vida era repleta de sofrimentos com doenças e problemas financeiros. Ela chegou até ao ponto de planejar o suicídio.

Mas tudo começou a mudar depois do seu primeiro encontro com Meishu-Sama por meio do Johrei e da mini-ikebana. E hoje, convicta de que foi o Messias Meishu-Sama quem salvou a sua vida, a senhora Genis se empenha em levar a Luz da Salvação a todos aqueles com quem se encontra, mostrando a eles que esse é o caminho da felicidade!

Um ponto que gostaria de ressaltar nessa maravilhosa experiência, foi: o que leva as pessoas, como a senhora Genis, a se encontrar com a força de salvação do Messias.

Acho que são vários fatores:

Um deles é a soma de méritos acumulados ao longo de sua vida. Quem soma méritos por meio de boas ações e práticas altruístas, certamente, no momento certo, serão lembrados por Deus.

Outro ponto, é a atuação dos antepassados. O desejo deles é ver seus descendentes crescerem, evoluirem e serem salvos. Eles também estão esperando o tempo certo, e a oportunidade para encaminhar seus descendentes ao caminho da Luz.

Mais um outro ponto: a missão que cada um traz consigo. Todas as pessoas nascem neste mundo com uma missão a cumprir, desde que esteja suficientemente purificado. Por isso, precisamos aceitar a purificação como uma preparação para recebermos a permissão de cumprir melhor a nossa missão.

E por último, o grande amor de Deus, que quer salvar toda a humanidade. Mas temos que lembrar que Meishu-Sama ensina que Deus faz sua Obra de Salvação utilizando o ser humano. E nós como messiânicos, recebemos o Ohikari para cumprir essa missão, de expandir a Luz da Salvação sem pensar em resultados, e deixar a força do Messias atuar.

Por isso, cada um de nós precisa estender a mão do Johrei ao maior número possível de pessoas, começando por aqueles que estão ao nosso redor. Essa é a expansão da salvação pelo Johrei.

Assim, a força do Messias vai se estender aos nossos filhos, netos e todos os descendentes, como já está acontecendo com a senhora Genis. Não só ela, mas sua filha e sua neta já estão servindo na Obra, e esse é caminho da salvação, que avança através das gerações.

Quero agradecer à senhora Genis, por nos oferecer seu emocionante relato, como um grande presente neste dia em que comemoramos mais um aniversário de Meishu-Sama!

Quero agradecer também, a todos os ministros, missionários e messiânicos de todo Brasil, pelo empenho incansável, ao longo deste ano, no desenvolvimento da Obra Divina.

E espero que, no ano que vem, possa contar novamente com todos os senhores, para continuar seguindo as orientações de Kyoshu-Sama e colocando em prática as diretrizes propostas pelo nosso presidente mundial, Revmo Tetsuo Watanabe, fazendo a expansão da salvação pelo Johrei e pelas práticas altruístas.

Muito obrigado e boas festas a todos!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Experiência de Fé

Bom dia!

Meu nome é Genis da Silva. Sou membro há um ano e quatro meses e dedico no Johrei Center Vila Matilde, Área Tatuapé; Região São Paulo Capital.

Hoje venho relatar a minha experiência de fé sobre como minha vida mudou depois de eu ter me encontrado com o Messias Meishu-Sama.
Desde jovem tive uma vida muito sofrida, e tudo começou a ficar mais crítico no ano de 2006, quando comecei a ter crises de síndrome do pânico e depressão profunda. Não conseguia dormir direito e acabei não conseguindo mais trabalhar. Então, passei a receber licença-saúde e a me tratar com psiquiatras e psicólogos.
Minha vida virou um caos. Não tinha mais vontade de fazer nada. Queria ficar sozinha, isolada num canto. Vivia como um bicho. Fiquei dias, semanas sem tomar banho. Além disso, fui acomedida por uma doença chamada fibromialgia que me causava fortes crises de dores pelo corpo, e uma artrose profunda nos joelhos e tornozelos, que me fazia utilizar um aparelho na perna direita e ainda tinha que usar uma bengala para eu andar.
Eu morava com a minha filha caçula, que havia começado a trabalhar, mas ganhava pouco mais de um salário mínimo, e por isso, a nossa situação financeira estava caótica.
Passaram-se mais de três anos de sofrimentos e me sentia num beco-sem-saída. Me sentia inútil. Não queria dar mais trabalho para ninguém.
Assim, em maio do ano passado comecei a planejar o meu suicídio. Pensei em várias formas de me matar: me atirar na frente de um ônibus, me matar com um tiro de revólver, tomar veneno... Mas sempre desistia, pois achava que não conseguiria morrer.
Até que no dia da consulta que tive com o psiquiatra, ele acabou colocando em minhas mãos os remédios referentes aos próximos 4 meses de uma só vez. Eram 110 comprimidos de “revoltril” de 2 mg. Eu perguntei ao médico o que aconteceria se alguém tomasse tudo de uma vez. E ele disse: “morte cerebral!” Então me veio a ideia de me suicidar usando aqueles comprimidos.
Planejei fazer isso na segunda-feira, depois que minha filha fosse trabalhar e eu iria deixar uma carta para minha família.

Assim, no domingo, dia 31 de maio de 2009, comecei a escrever a carta de despedida. Foi quando bateram na minha porta e fui ver quem estava lá.
Avistei 3 jovens que estavam com um pequeno arranjo de flor na mão. Algo me tocou para recebê-los, pois eu não tinha o costume de receber ninguém em casa.
Ao atendê-los, ofereceram-me o Johrei. Sem relutar, aceitei-o, pois pensava: “não tenho mais nada a perder, amanhã vou me matar mesmo...”
E, após ter recebido mais de 4 Johrei, um dos jovens, observando o quanto eu reclamava, me indagou: “Se hoje, a senhora fosse fazer um pedido a Deus, o que gostaria de pedir?”.
Demorei um pouco para responder, porque, naquele dia, eu não tinha nem um prato de comida para comer. Mas algo mais forte veio do meu interior e respondi: “quero resgatar minha Fé em Deus!”
Diante disso, eles perguntaram se eu aceitava receber assistência religiosa com o Johrei diariamente. E sem pensar, respondi que sim.
A partir desse momento tudo começou a mudar. A primeira mudança foi revigorar a vontade de viver.
Na noite de domingo para segunda, eu dormi bastante, como há muito tempo eu não conseguia.
No dia seguinte, mal acordei, e percebi o quanto a minha casa estava suja e desarrumada. Comecei a limpar tudo, uma limpeza geral, como se diz, do chão ao teto.
Quando me dei conta do horário, já passava das 18 horas, lembrei-me que tinha que preparar alguma coisa para minha filha comer, pois já era hora dela chegar do trabalho. Nesse instante, tocaram a campainha de minha casa, e fui atender.
A pessoa se identificou como sendo um missionário da Igreja Messiânica e disse-me que viera dar a assistência religiosa conforme o combinado.
Nesse momento, tomei um susto, pois percebi que havia me esquecido de me suicidar.
O missionário então me ministrou Johrei e passamos quase duas horas conversando sobre tudo que havia acontecido comigo. Eu perguntei sobre tudo e, com muita paciência, ele começou a me explicar todo o processo de purificação que acontecera comigo.

Diariamente este missionário vinha me ministrar Johrei. A cada dia me sentia melhor e minhas dúvidas iam sendo esclarecidas. Passados alguns dias, ficou bem claro para mim, o quanto a minha vida mudou!
Minha saúde melhorou muito! Em menos de duas semanas, deixei de usar o aparelho na perna que me ajudava a equilibrar e dispensei também a bengala. A minha depressão sumiu como num passe de mágica. Todas as dores que sentia por causa da fibromialgia e da artrose já não me incomodavam, e até a nossa situação financeira mudou, pois nessa mesma semana minha filha foi promovida e melhorou seu salário. Enfim me senti renascendo dia após dia com o Johrei.
Assim, na minha primeira ida ao Johrei Center, eu logo perguntei ao ministro: “O que eu preciso fazer para ministrar o Johrei e servir a Deus e ao Messias que transformaram a minha vida?”
Então, continuei recebendo Johrei diariamente, e me preparei para o dia 29 de agosto de 2009, quando recebi a grande permissão de ingressar na Fé Messiânica e de poder levantar a mão e transmitir a poderosa Luz do Johrei ao maior número de pessoas.
Imaginem os senhores que antes, eu nem podia entrar num ônibus, pois não conseguia levantar a perna sozinha. E hoje eu subo escadas, ando sozinha, cumpro todos os meus compromissos de servir a Deus, com plantões diários no Johrei Center, uma vez por semana eu participo da assistência religiosa num Hospital do meu bairro, e dedico na equipe de trânsito nos cultos daqui do Solo Sagrado. Eu também acompanho os frequentadores e já mereci ser instrumento no encaminhamento de 9 pessoas que receberam o Ohikari.
Inclusive a minha filha e a minha neta já alcançaram grandes milagres, receberam o Ohikari e estão dedicando bastante na Obra de Salvação de Meishu-Sama.
Hoje para mim é um sonho estar neste altar relatando aos senhores essa maravilhosa transformação que Meishu-Sama me permitiu viver em minha vida.
Por isso, todos os dias, ao me levantar, digo com bastante gratidão: “Meishu-Sama, a minha alma, meu corpo, minha vida pertencem ao Senhor. Me utilize como quiser!”
Hoje, quando me perguntam qual o momento mais feliz da minha vida, eu sempre respondo: “Foi quando eu me encontrei com Meishu-Sama!”

Messias Meishu-Sama! Muito obrigada! Parabéns pelo seu Natalício!

Muito obrigada a todos!

Ensinamento do Mês

MINHA NATUREZA



Creio que, atualmente, não existe uma pessoa tão feliz quanto eu, e por isso minha gratidão a Deus é constante e profunda. Mas qual será a causa da minha felicidade? De fato, eu não sou uma pessoa comum, sobretudo porque Deus me atribuiu uma grandiosa missão. Esforço-me dia e noite para cumpri-la, e todos os messiânicos sabem que, através dela, um incontável número de pessoas está sendo salvo. Entretanto, a felicidade tem um segredo fácil de ser praticado mesmo pelas pessoas comuns, ou melhor, por aqueles que não têm uma missão especial como eu.
Primeiramente, desejo abrir meu coração, mostrando aquilo que é uma tônica em meu íntimo.
Desde jovem gosto de dar alegria ao próximo, a ponto de isso se tornar quase um “hobby” para mim. Sempre estou pensando no que devo fazer para que todos fiquem felizes. Quando acordo pela manhã, por exemplo, minha primeira preocupação é saber o estado de ânimo dos meus familiares. Se houver uma só pessoa mal-humorada, já não me sinto bem. Na sociedade acontece justamente o contrário: os subordinados é que se preocupam com o estado de ânimo dos seus superiores. Como sou diferente, acho isso estranho e até fico um pouco desapontado. Por esse motivo, algo que me deixa muito triste é escutar gritos de raiva, lamentações inúteis e reclamações. Também me é difícil ouvir repetidas vezes um mesmo assunto. Minha natureza é sempre pacífica e alegre.
O resultado do que acabo de expor é um dos fatores determinantes da minha felicidade. Por isso eu sempre afirmo: “Se não fizermos a felicidade do próximo, não poderemos ser felizes.” Acredito que meu maior objetivo – o Paraíso Terrestre – estará concretizado quando meu estado de espírito encontrar ressonância e expansão no coração de todos os homens.
Este artigo parece um auto-elogio, mas se, depois de sua leitura, ele puder levar algum benefício às pessoas, ficarei satisfeito.


Meishu-Sama em 30 de agosto de 1949

Fonte: Alicerce do Paraiso – volume 1 (trechos)


http://www.messianica.com.br

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Palestra do Mês




Culto Mensal de Agradecimento

Solo Sagrado de Guarapiranga

5 de dezembro de 2010

Rev. Hidenari Hayashi




Bom-dia a todos!

Em primeiro lugar, quero parabenizar os senhores pela sincera dedicação em prol da expansão da Obra Divina no Brasil.

Acabamos de ouvir a maravilhosa experiência da missionária Alda Cecília, que, por meio de sua profunda fé no Johrei e no Messias Meishu-Sama, conseguiu ultrapassar todas as barreiras de sua deficiência visual, dedicando-se incansavelmente à felicidade de seu próximo.

No mês passado, o revmo. Watanabe nos agraciou mais uma vez com sua preciosa orientação, e o tema foi justamente a superação dos sofrimentos por meio da gratidão, como um dos caminhos para nos tornarmos modelos de homens paradisíacos. Ele explicou que, para conseguir agradecer quando está em meio a sofrimentos, realiza três práticas:

1.Primeiro, ele tenta não ficar preso ao sofrimento. Procura olhar para outras coisas para achar sementes de gratidão, ou seja, motivos para agradecer.


2.Em segundo lugar, agradece pelo sofrimento, pois tudo são formas de purificação.


3.Por último, se empenha em eliminar as máculas por meio da prática do altruísmo.
E a experiência da senhora Alda se encaixou perfeitamente nessa orientação. Ela ilustrou claramente como é possível dirimir o sofrimento, servindo à Obra Divina e sem ficar preso ao mesmo.

Quando soube da experiência dela, fiquei muito emocionado, pois tentei imaginar o quanto deve ter sido difícil para ela, ainda criança, perceber que estava perdendo a visão.

Entretanto, sua salvação ocorreu quando ela encontrou o Johrei, a Luz do Messias Meishu-Sama. Mesmo sabendo que sua visão não voltaria ao normal, ela se empenhou de forma positiva e ultrapassou todas suas dificuldades.

Ela relatou que, apesar de possuir apenas 4% de visão, ainda tinha 100% de paladar, de olfato, de tato, de audição e de memória, suficientes para auxiliá-la a servir na Obra Divina. Consequentemente, entendeu que não precisava ser 100% perfeita fisicamente, para participar da Obra de Meishu-Sama.

Constatei, nessas suas palavras, o quanto, às vezes, reclamamos de coisas tão pequenas...

Quem acredita na salvação de Meishu-Sama, sabe que ser salvo não é só resolver o próprio problema: é, antes de tudo, ter a permissão de participar da Obra de Salvação de outras pessoas.

A missionária Alda concluiu: “Meishu-Sama continua mantendo os meus 4% de visão, e eu não me canso de agradecer, pois, mesmo com a visão limitada, ele me aceitou na sua Obra e vem me utilizando todos os dias da minha vida como seu fiel instrumento.”

Ela é, realmente, um grande modelo de superação! E mais do que isso, é também um exemplo vivo do verdadeiro espírito de servir, que, certamente, todos nós precisamos manter em nossos corações.

Tenho certeza de que Meishu-Sama está lhe dizendo: “O Paraíso está aí!”

Como preparação para o Culto do Natalício, que será realizado no próximo dia 19, vamos oferecer nosso servir e nossa gratidão a Meishu-Sama, para podermos ganhar muitos “O Paraíso está aí”, como fez a missionária Alda.

Muito obrigado e boa missão a todos!

Ensinamento do Mês

DEUS DIRIGE O TRABALHO DE EXPANSÃO DA IGREJA


Como o objetivo da nossa Igreja é a construção do Paraíso Terrestre, cada um de nós deve primeiramente criar o Paraíso no seu próprio lar. Para isso, cada um deve tornar o seu espírito paradisíaco. Ter espírito paradisíaco significa não ter nenhum sofrimento. Assim, se a afobação é um sofrimento, sofrer porque as coisas não correm a contento também é uma situação infernal. Portanto, devemos no mínimo livrar-nos do sofrimento. Para isso, a melhor maneira é dirimi-lo através do sentimento de gratidão, ou seja, não criar o inferno dentro do coração. Devemos atentar para o fato de que as religiões até hoje consideraram o sofrimento como algo benéfico. Existem até aquelas que chegam a procurar o sofrimento. (...) Como os homens comuns têm esse fato gravado na mente, ainda que se tornem membros da nossa Igreja, não conseguem se desligar dessa idéia.

Tudo que escrevi acima é porque o mundo se encontrava na Era da Noite, isto é, o mundo era infernal. Por esse motivo, ainda que a pessoa se tornasse um exemplar seguidor da fé, não conseguia escapar do sofrimento infernal. Agora, entretanto, como a Noite está se despedindo, e o mundo está se tornando Dia, a nossa Igreja é que dará a orientação quanto à construção do Paraíso Terrestre. Com esse objetivo, devemos nos esforçar para construir o Paraíso dentro dos nossos corações, para que o inferno não tenha oportunidade de aí se instalar.

Meishu-Sama em 12 de março de 1952

Extraído do Livro O Pão Nosso de Cada Dia (trechos)

Experiência de Fé

Bom-dia!

Meu nome é Alda Cecília de Oliveira Martins Takassaki, sou do Johrei Center Paranaguá, no estado do Paraná.
Sou messiânica há mais de 22 anos e, atualmente, dedico como assistente de ministro no Johrei Center Paranaguá e como responsável do Núcleo de Johrei na cidade de Morretes.
Hoje, gostaria de contar aos senhores meu encontro com Meishu-Sama e a realização de um grande sonho.
Ao entrar na escola aos sete anos de idade, sofri mudanças de comportamento: tornei-me chorona, medrosa, esbarrava nos colegas, tropeçava nas carteiras e copiava, com muita dificuldade, as tarefas no quadro.
Dois anos mais tarde, a professora pediu à minha mãe que me levasse com urgência ao oftalmologista, pois ela observou que, a cada dia, eu enxergava menos. Assim, em busca de retardar a evolução da doença, meus pais recorreram a todo tipo de tratamento: remédios, benzimentos, cirurgias espirituais. Foram momentos de angústia, de dor e de medo, uma vez que não sabíamos do que se tratava. Os médicos não identificavam a causa e não sabiam como tratar os efeitos.
Após 10 anos de luta, aos 17 anos, foi diagnosticada com perda de 96% da visão. Tratava-se de uma doença congênita, degenerativa, progressiva e irreversível muito rara chamada Síndrome de Stargardt, que destrói todas as células da retina, causando a cegueira total.
Perdendo a visão, ano após ano, eu não me conformava, não queria ficar cega. Tinha sonhos a concretizar: queria fazer faculdade, dirigir carro, andar de moto, viajar, casar... E, então, no último laudo, o médico disse que, em três meses, eu ficaria cega, pois só me restavam 4% da visão periférica, já que o centro da retina estava morto e cicatrizado.
Eu já estava no último ano do magistério e, naquele dia, quando o doutor me desenganou, fiquei desesperada, indignada, sem saber o que fazer. Tinha prova de português e não conseguia parar de chorar.
Foi quando uma colega de sala que era messiânica, me acalmou e me convidou para receber Johrei. Ela disse que tudo o que eu estava passando era um processo purificador e que, um dia, eu iria entender, mas, que agora, eu precisava ir à casa de Johrei para receber essa energia.
No começo, relutei. Em casa, contei o ocorrido à minha mãe, que me incentivou, dizendo: “Já que a medicina nada pode fazer, Deus está abrindo outra porta. Não perca a esperança jamais”.
Talvez essa fosse minha única e última chance. Em 28 de novembro de 1987, comecei a frequentar a Casa de Johrei Santo Antonio de Jesus, no recôncavo baiano onde morávamos, e a responsável dessa casa de Johrei me deu a tarefa de receber, durante três meses, 10 Johrei por dia.
Segui obedientemente a orientação e, aos sábados e domingos, ia à casa dos membros pedir Johrei, pois a Igreja não abria nos finais de semana e eu precisava receber meus 10 Johrei.
Após 30 dias, estava mais animada e recebi outra tarefa: agradecer os 4% de visão e parar de lamentar os 96% perdidos. Com essa postura, encaminhei meus pais. Eles recebiam diariamente um ou dois Johrei, e eu mantinha meu espírito de busca.
Comecei a me envolver na Obra achando que, por trás de meu sofrimento, Deus estava me reservando uma grande surpresa. Eu pedia para os dedicantes lerem os jornais messiânicos para mim. Em casa, minha mãe e minha irmã também liam os Ensinamentos, que eu pedia emprestados dos membros.
Após 90 dias de recebimento de Johrei, eu me sentia leve, esperançosa e queria ser útil, aprender a servir. Voltei ao oftalmologista, que ficou surpreso ao me ver, uma vez que eu não estava cega! Ele não sabia explicar o porquê. Ali, tive a convicção de que Deus e Meishu-Sama me haviam salvado por meio do Johrei. Expliquei o Johrei ao médico, que me disse: “Continue indo em direção a essa Luz! Também acredito em milagre!”
Ao retornar a casa, eu e minha mãe reconhecemos o tamanho da graça: eu tinha 4% de visão, 100% de audição, 100% de paladar, 100% de olfato, 100% de tato e 100% de memória, e todos eles poderiam servir na Obra de Meishu-Sama.
Então, tomei a decisão mais importante da minha vida e, em 27 de março de 1988, recebi o Ohikari. No mês seguinte, foi a vez de meus pais e irmãos. Nessa época, eu já entendi que não precisava ser perfeito para participar dessa grandiosa Obra.
Hoje, passados 22 anos, Meishu-Sama continua mantendo os 4% de visão e eu não me canso de agradecer já que, mesmo com a visão limitada, ele me aceitou em sua Obra e vem me utilizando todos os dias da minha vida como seu fiel instrumento.
Como gratidão eterna a Meishu-Sama, em 20 anos de vida missionária, tive a permissão de dedicar 12 anos no Recôncavo Baiano, na recepção, no servir, no atendimento às pessoas de primeira vez, na liturgia, no setor de ensino e como braço direito de três ministros na Bahia.
Participei da construção de Guarapiranga e de conferências de jovens; fiz aprimoramentos em Salvador sob a orientação do Rev. Francisco e lecionei em uma escola particular durante 10 anos.
Mesmo trabalhando, procurei manter o espírito de busca e a sede de aprender para melhor servir.
Com isso, muitas pessoas que se propuseram a ler para mim, foram facilmente encaminhadas e outorgadas, pois crescíamos juntas.
Em 1999, recebi a tarefa de retornar à cidade dos meus antepassados, em Antonina, no Paraná, para fazer difusão. Então, aceitei a nova missão e, em 2000, ganhei a permissão de dedicar como responsável do Johrei Center Paranaguá.
Em 2003, fui agraciada com o casamento e fui morar em Antonina. Nesse período, iniciei cursos para especialização em massoterapia, visto que desejava voltar a trabalhar. Tinha minha casa e desejava ajudar meu marido nas despesas domésticas.
Em 2005, inauguramos o Núcleo de Johrei Morretes e minha clínica de massagens. Eu me formara em 18 cursos: desde gessoterapia redutora até argiloterapia, além de outras terapias que ajudam a melhorar as pessoas física e mentalmente. Ministro também Johrei aos meus clientes. Assim, em meu trabalho, consigo dedicar no encaminhamento, e quatro pessoas que atendo já foram outorgadas.
Graças a Deus, tenho mais de 30 clientes fixos e uma lista de espera com pessoas que querem fazer massagem comigo.
Tenho uma vida normal, com bastante alegria, muitas atividades e a ajuda de muitas pessoas. Meus familiares dedicam na Bahia com a mesma intensidade: minha mãe, na ikebana; meu pai, na locução dos cultos, e meus irmãos, no plantão de Johrei.
Este ano fui indicada para participar do Programa de Formação Nível 4 em Curitiba e, com planejamento, organizo meu tempo para estudar, dedicar, trabalhar e cuidar da casa.
Entretanto, ainda faltava algo: eu precisava agradecer ao Messias Meishu-Sama, num nível maior, encontrar-me com ele, buscar sua força, senti-lo na sua origem, isto é, no Japão.
Em setembro de 2010, ganhei a permissão de peregrinar aos três Solos Sagrados: foi a concretização de um sonho e a renovação da minha aliança com Deus, Meishu-Sama e meus
antepassados. E ainda, tive a grande permissão de fazer este relato no Altar do Solo Sagrado de Atami, no Culto de Outono.
Durante dois anos, preparei-me financeira e espiritualmente, para agradecer a Meishu-Sama por manter meus 4% de visão e aprendi que o servir está acima de tudo, das dificuldades, da deficiência e de qualquer problema.
Antes de conhecer essa Obra maravilhosa, o foco era nos 4% de visão. Hoje, o foco é o servir. Por essa razão, meu sofrimento passou a ser motivo para me aproximar de Deus e de Meishu-Sama.
Meishu-Sama fala da força de 1% que muda 99%, e eu tive a oportunidade e permissão de receber 4%, que mantêm minha fé em 100% até hoje!

Muito obrigada, Messias Meishu-Sama!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Perdoar faz bem ao coração


Pedir perdão é demonstração de humildade, é a atitude que reflete a mudança de sentimento e proporciona a paz de espírito e a saúde do coração.


Um estudo chamado “Perdão e Saúde Física”, realizado pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, identificou que, quanto maior a capacidade de perdoar, menos problemas nas artérias coronárias surgem no decorrer da vida, evitando doenças cardíacas. Da mesma forma, pesquisas realizadas pela Universidade Estadual de Idaho, também nos Estados Unidos, ligaram o perdão a uma queda na pressão sanguínea e no nível de cortisol, resultante de uma resposta do corpo ao estresse.

Fred Luskin,doutor em aconselhamento clínico, descreve o perdão como uma forma de se atingir a calma e a paz, tanto com o outro quanto consigo mesmo.

Para ele, perdoar significa tocar a vida para frente, tornar-se responsável pelos seus sentimentos e deixar de ser vítima das situações dolorosas. Além disso, é um caminho para se reconectar com a intenção positiva. “Significa mudar sua história, tomar melhores decisões e ser conduzido a uma vida mais saudável e feliz”, declara.

Frequentemente, passamos por situações que nos causam sofrimento, provocadas por amigos, cônjuges, familiares ou sócios e, por não termos conseguido o que queríamos, ficamos magoados e rancorosos. “Ao guardar ressentimentos, ao culpar os outros ou ao apegar-se a mágoas, a vida pessoal e profissional fica desorganizada, tomam-se decisões equivocadas e liberam-se no corpo substâncias químicas associadas ao estresse, levando à frustração, à desesperança, a relacionamentos conturbados e a problemas de saúde”, afirma Luskin. Autor de O Poder do Perdão, mostra que podemos cicatrizar as feridas que já possuímos, identificar a maneira pela qual criamos uma mágoa e, desse modo, limitar a quantidade de ressentimentos que desenvolveremos no futuro. Ele ainda esclarece que, quando refletimos sobre um sofrimento, o organismo reage como se estivesse em perigo e ativa o que se conhece como a reação de lutar ou fugir. “Lidar com sofrimentos, ofensas e desapontamentos é um aprendizado”, continua.

Meishu-Sama explica que assim como os sentimentos positivos, os negativos também chegam até as pessoas pelos elos espirituais e, certamente, podem atrapalhar suas vidas: “Ficamos mal-humorados, perturbados e não podemos desempenhar corretamente nossas tarefas; nessas condições o sucesso é impossível”.
Até mesmo o relacionamento entre pessoas e grupos fica ameaçado quando determinados sentimentos, palavras e atitudes ferem seus valores. Quando isso acontece, em alguns casos, vínculos de consanguinidade e laços de amizade podem estremecer, provocando mágoa e ressentimento.
Assim, muitas vezes, achamos que o mundo e as pessoas à nossa volta estão errados e sofremos. Contudo, o problema está sempre dentro de nós mesmos. Se quisermos ultrapassar um obstáculo, precisamos descobrir o ponto interior que deve ser mudado.



Cuidar do coração começa por cuidar dos sentimentos. E, para saber como está a saúde do seu coração, vale a pena uma reflexão sobre quais sentimentos você está cultivando dentro dele.



www.johvem.com.br


Por Adriana Petrov Rodarte

Aprender brincando a ser feliz !



Brincar aguça a sensibilidade e proporciona a base que permite à criança perceber o sentimento do próximo e a existência de Deus.



Emprestar o lápis, dar o brinquedo, pegá-lo de volta, trocar a figurinha, destrocá-la, fazer as pazes, brigar, fazer as pazes de novo. Tal processo orienta o alicerce do relacionamento humano, que são a simpatia, a bondade, a cortesia, a cooperação e a importância de perdoar e ser perdoado.

Para a pedagoga, Danielle Carreira Fernandes, o ato de brincar nem sempre vem acompanhado de um brinquedo. “Brincamos com palavras, pessoas, músicas, animais, roupas, livros, para estimular a criatividade e a fantasia”, afirma Danielle.

Assim, as descobertas provêm do fato de as crianças levarem a sério as brincadeiras num ambiente descontraído e harmonioso. Um exemplo é quando precisam se organizar para descer a escada na escola. Há mais respeito entre os colegas e compreensão das orientações do que se fosse dito: "É necessário descer devagar para não cair". Em casa, os pais podem usar a mesma metodologia nas refeições e nas práticas de higiene para uma devida apropriação das regras. “Podem ser realizadas competições de quem deixará o prato limpo primeiro. Frequentemente, verifica-se que pais, filhos e irmãos acabam de comer quase juntos, o que faz com que todos estejam em primeiro lugar”, sugere a pedagoga.

Além disso, brincar facilita o trabalho em equipe e exercita a socialização com as pessoas mesmo em situações de competitividade. No entanto, boa parte das brincadeiras infantis são um ensaio para a vida adulta. Como afirma o escritor e filósofo, Rubem Alves: “Quem brinca não quer chegar a lugar nenhum – já chegou”.
Dessa forma, os momentos lúdicos tornam-se mágicos, encantadores e recompensadores para crianças e adultos. E esse faz-de-conta também é sinônimo de atividade, de liberação de energia conforme esclarece a professora de educação física, Camila Almeida Garcia Palma: “Brincadeiras como corre-cotia, queimado e pega-pega desenvolvem a parte respiratória, a flexibilidade, o equilíbrio, a agilidade e permitem a exploração dos limites do próprio corpo”. Ocorre igualmente uma explosão de sentimentos, em que as crianças extravasam e vão construindo sua autonomia.

Segundo o presidente da Igreja Messiânica Mundial, reverendíssimo Tetsuo Watanabe, o mais importante para a mudança de sentimento é o contato com a vida em si. “A criança consegue sentir a força que existe na natureza e como Deus está presente em tudo o que tem vida; esse contato vai lapidando seu caráter”, explica Watanabe. Como os filhos aprendem com os pais, procurando imitá-los, torna-se indispensável que estes cultivem bons sentimentos, boas atitudes e sejam capazes de transmitir valores como solidariedade e altruísmo. Assim, tem início a fase de aprimoramento durante a qual, desejando a felicidade e o bem estar do próximo, as crianças passam a se colocar em segundo plano, a perceber o sentimento alheio, fortalecendo sua própria sensibilidade e se conectando com a vontade de Deus.

BOX:
Criança brinca de ser mãe, pai, médico, cozinheiro, motorista... É uma forma de viver todas as vidas possíveis antes de fazer uma escolha ou descoberta. Nesse sentido, algumas dicas podem ajudar nesse aprendizado:
– É importante escutar atentamente o que a criança diz para que ela expresse seus ideais, medos e satisfações, sem julgamentos ou comparações;

– Colocar-se no lugar do outro (amigo, irmão, avó)permite que ela perceba inúmeras formas de enfrentar um problema;

– Cometer erros durante os jogos estimula sua capacidade de análise;

– O fundamental é que a criança possa demonstrar suas fantasias livremente para compará-las com a realidade do futuro. Ela precisa aprender que há um tempo certo para a realização de cada coisa e que, com esforço e dedicação, tudo vale a pena.



www.johvem.com.br

Por Adriana Petrov Rodarte

domingo, 4 de julho de 2010

Dicas de como chegar ao topo do Japão




Como acontece em todos os verões japoneses, o Monte Fuji, a montanha mais alta do país, abre suas trilhas para os aventureiros e curiosos que desejam conhecer e explorar os seus caminhos. O vulcão – que continua ativo, mas está adormecido desde 1707 – atinge em seu topo uma altura de 3.776 metros e recebe visitantes entre os dias 1º de julho e 27 de agosto.


Apesar de não haver muitas restrições para se candidatar à “alpinista do Monte Fuji”, é recomendável seguir algumas dicas de segurança e, principalmente, levar apenas o necessário, já que a subida pode durar até dez horas, fora o tempo gasto na descida – cerca de quatro horas.

Embora a jornada seja longa e cansativa, o vulcão continua atraindo visitantes e existem aqueles que não se contentam em vivenciar a aventura apenas uma vez. “Subi três vezes o Monte Fuji. As duas primeiras nos anos 90 e a última em 2004. Quem não subir pelo menos uma vez na vida não pode dizer que esteve no Japão”, afirma Ayrton Hiramatsu, morador de Hamamatsu (Shizuoka).

Já experiente, Hiramatsu alerta os iniciantes para tomarem cuidado e obedecerem fielmente às trilhas de subida e descida indicadas no mapa. “O caminho que sobe não é o mesmo que desce. Por essa razão, uma vez erramos a descida, pois tínhamos deixado o carro em Fujiyoshida e estávamos descendo para Gotemba. Fomos descobrir o engano já na sétima parada (são dez no total) e tivemos que subir ao topo de novo para reiniciar a descida pela trilha certa”, lembra.

Outra que já encarou diversas vezes os caminhos da montanha foi Grace Oseki, 40, moradora de Komaki (Aichi). Apesar de não ter conseguido chegar ao topo em sua primeira vez, ela não desanimou e enfrentou o desafio em mais três oportunidades. “Percebi que o percurso até o alto do Monte Fuji é um resumo da vida. Você é desafiado a enfrentar as dificuldades e seguir em frente. Treinamos a perseverança e a adaptação, ajudamos e somos ajudados pelos colegas do grupo, além do treinamento físico, de testar seus limites. Quando chegamos lá em cima, não há nada, mas você percebe que todo o esforço valeu a pena. É uma energia diferente”, afirma.

Já Carlos Aécio, 53, de Fukuroi (Shizuoka), destaca que, além da superação física, a vista compensa qualquer esforço. “A subida é bem exaustiva, mas, ao chegar ao topo, você pode ver o nascer do sol da melhor maneira possível: apreciando a paisagem acima das nuvens. E não adianta tirar fotos. É preciso conferir com os próprios olhos”.


Como subir o Monte Fuji

Para escalar o Monte Fuji, os visitantes podem seguir de ônibus até parte do trajeto, onde desembarcam a aproximadamente 2 mil metros de altitude. Antes de chegar ao local, deve-se já ter em mente qual trilha seguir, já que cada caminho parte de diferentes cidades.

-Kawaguchiko

É a rota mais popular e a que oferece uma das melhores estruturas, com várias cabanas espalhadas pelo caminho. É a trilha ideal para ver o nascer do sol, mas fica do lado oposto do ponto mais alto da montanha – ao chegar ao topo, é necessário dar a volta na cratera.
Tempo de subida: cinco horas e meia (três horas para descer)
Como chegar: da estação Kawaguchiko, tomar o ônibus (linha Fuji Kyuko) com destino a Gogome.

-Yoshida

Ideal para quem tem tempo e quer apreciar a natureza. Possui pontos históricos e turísticos. No estágio seis (rokugome), junta-se à trilha de Kawaguchiko.
Tempo de subida: Dez horas (três horas para descer)
Como chegar: da estação Fuji-Yoshida, tomar o ônibus até Gogome.

-Fujinomiya

Segunda mais popular, tem o caminho mais curto. Por isso, é estreita e muito inclinada, com congestionamentos nos dias de pico.
Tempo de subida: cinco horas (duas horas e meia para descer)
Como chegar: das estações Shin-Fuji ou Mishima (linha Tokaido ou trembala), tomar o ônibus até Gogome.

-Gotemba

Tem poucas cabanas e quase não possui vegetação.
Tempo de subida: Seis horas e meia (três para descer)
Como chegar: da estação Gotemba (linha JR Gotemba), tomar o ônibus até Shingogome Fujinomyia.

-Subashiri

A trilha mais usada para descida. O ponto de chegada é o mesmo que o de Kawaguchiko.
Tempo de subida: cinco horas e meia (três horas para descer)
Como chegar: da estação Gotemba (linha JR Gotemba), tomar o ônibus para Subashiriguchi-shingogome (novo estágio cinco de Subashiri).


ipcdigital.com | Foto: Divulgação)

Livro Inochii - Libro Inochii - Inochii Book

Desejo de Felicidade Eterna

Cada indivíduo tem antepassados. A mesma linha ancestral de um indivíduo sobe , os ancestrais mais ele / ela , até que, eventualmente, o número de ancestrais torna-se enorme. Nós não poderiamos ter nascido sem os inúmeros antepassados .
Nosso fundador, Mokiti Okada indica que cada um de nós é constituído por todos os nossos antepassados. Isto significa que as vidas e pensamentos desses ancestrais são continuamente herdados em nossa própria alma , mente e corpo .
Antepassados sempre vigiam os seus descendentes no reino espiritual , e eles esperam que seja dedicada a ajudar as pessoas a fim de tornar o mundo melhor. Se cada um de nós aceita a orientação de nossos antepassados e se esforça para nos dedicar a ajudar os outros , vamos partilhar e desfrutar com eles a Luz de Deus , e pode ser guiado para a felicidade eterna.
No Santuário Ancestral no Solo Sagrado de Atami , ancestrais estão consagrados através de arquivos , não só dos membros , mas também muitos não- membros, e um serviço memorial é respeitosamente realizada todos os dias. Se você estiver interessado , por favor, pergunte no Johrei Center mais proximo.



Deseo Felicidad Eterna

Todas las personas tienen antepasados. Cuanto más largo de la línea ancestral de un individuo sube , los antepasados más que él / ella tiene , hasta que, finalmente , el número de los antepasados se convierte en enorme. No hemos podido nacer sin los innumerables antepasados .
Nuestro fundador, Mokichi Okada indica que cada uno de nosotros consiste en todos nuestros antepasados. Esto significa que las vidas y pensamientos de estos antepasados están continuamente heredado en nuestra propia alma , la mente y el cuerpo.
Ascendientes vele siempre sobre sus descendientes del reino espiritual , y esperan que se dedicará a ayudar a las personas con el fin de hacer un mundo mejor . Si cada uno de nosotros acepta la orientación de nuestros antepasados y se esfuerza por dedicarnos a ayudar a los demás , vamos a compartir y disfrutar con ellos la Luz del Dios, y puede ser guiado a la felicidad eterna.
En el Santuario Ancestral en el suelo sagrado de Atami , los antepasados están consagrados a través de archivos , no sólo de los miembros , sino también muchos que no son miembros , y un servicio conmemorativo se celebrará todos los días con respeto . Si usted está interesado , por favor pregunte a su más cercano Centro de Johrei .



Wish Eternal Happiness

Each individual has ancestors. The further along the ancestral line an individual ascends, the more ancestors he/she has until, eventually, the number of ancestors becomes enormous. We could not be born without those innumerable ancestors.
Our founder, Mokichi Okada indicates that each of us consists of all our ancestors. This means that lives and thoughts of these ancestors are continuously inherited into our own soul, mind and body.
Ancestors always watch over their descendants from the spiritual realm, and they expect us to be dedicated to helping people in order to make the world better. If each of us accepts the guidance of our ancestors and strives to dedicate ourselves to helping others, we will share and enjoy with them the Light of the God, and can be guided to eternal happiness.
At the Ancestral Shrine in the Sacred Ground of Atami, ancestors are enshrined through files, not only of members but also many non-members, and a memorial service is respectfully held everyday. If you are interested, please ask at your nearest Johrei Centre.


Sucesso dos kaitenzushi

Há restaurantes que servem de 50 a 120 variedades



Com meio século de história, o sushi servido em esteira rolante (kaitenzushi) já faz parte do cotidiano dos japoneses. Segundo uma estimativa, há cerca de 4 mil restaurantes desse tipo no Japão, que movimentam quase ¥ 500 bilhões por ano. Mas nem todos adotam a mesma política de servir comida rápida e econômica. “O mercado diversificou-se nos últimos anos. A nova tendência é unir sushi de alta qualidade e preço acessível”, define o crítico gastronômico Nobuo Yonekawa, autor do site Kaitenzushi Paradise.

Na opinião de Yonekawa, os restaurantes do gênero podem ser classificados em quatro tipos. Há os “econômicos”, que servem tudo por ¥ 100, os “divertidos”, que tentam entreter os clientes com performances dos sushimen e pratos criativos. Já os restaurantes que “valorizam os ingredientes” tentam diferenciar o cardápio por investir mais nos peixes frescos. Por último, as casas consideradas sofisticadas oferecem boa comida e ambiente aconchegante.

Um dos pioneiros dessa última modalidade é o Kanazawa Maimon Zushi. “A idéia era criar um novo tipo de kaitenzushi para servir boa comida, como nas casas tradicionais, só que por um preço mais baixo”, lembra o presidente da empresa M&K, Koji Kinoshita, que inaugurou o primeiro ponto da rede em Kanazawa (Ishikawa) em 99. Sua estratégia de investir na qualidade e na variedade dos peixes deu certo e serviu de modelo para outros empresários.

Segundo Kinoshita, existem duas correntes opostas, hoje, no mercado. De um lado, estão as redes que comercializam todos os pratos por ¥ 100, barateando o custo por importar grande quantidade de ingredientes congelados da China e dos países do Sudeste Asiático. Do outro, estão as empresas que procuram reunir os produtos do mar frescos que chegam aos portos nacionais. “Esse novo segmento do mercado não é atraente para as grandes redes, que querem manter o cardápio fixo com tarifa baixa. Para elas, não é vantajoso usar os produtos do mar frescos, já que os preços destes oscilam muito”, explica.

Nos restaurantes convencionais com esteira rolante, o cardápio traz em torno de 50 tipos de sushi. No Kanazawa Maimon Zushi, é possível encontrar mais de 120 varidades. “E mais de 70% são de peixes frescos”, ressalta Kinoshita. Há vários pratos que custam mais de ¥ 400 e os clientes gastam em média ¥ 2,8 mil [à noite, nos dias de semana], quase ¥ 1 mil a mais do que nas redes econômicas.

Além da grande variedade, a casa mantém vários sushimen trabalhando no balcão no preparo de pratos na hora, após receber os pedidos. Nas redes econômicas, os bolinhos de arroz usados no sushi são feitos, geralmente, por máquinas e os “cozinheiros” apenas acrescentam a fatia de peixe ou outro ingrediente por cima.

Apesar do preço relativamente salgado, o restaurante faz sucesso entre os que preferem pagar mais e comer sushi de alta qualidade. O Kanazawa Maimon Zushi, em Yokohama (Kanagawa), por exemplo, recebe mais de mil clientes nos fins de semana. Nesses dias, no horário de pico, é preciso encarar uma fila e esperar de uma a duas horas para entrar.

Outro grande diferencial da casa, em comparação com as redes de ¥ 100, é o ambiente aconchegante. “Aqui, os clientes podem ficar mais à vontade sem pressa”, conta Kinoshita. Além do balcão com esteira rolante, o restaurante possui mesas e salas privadas, que são usadas até para reuniões de negócios.


Mito ou verdade

Os pratos avançam 4 cm por segundo? Conforme várias reportagens sobre kaitenzushi, essa é a velocidade média das esteiras rolantes utilizadas nos restaurantes, e é considerada ideal para o cliente ver os pratos e escolher o que quiser. Mas a velocidade pode variar de acordo com a rede, ou a região. “No geral, na região de Kansai, é um pouco mais rápido”, conta Yonekawa.

Embora não haja explicação concreta sobre essa diferença, ele desconfia que tenha a ver com a mentalidade do povo de Kansai. “Os donos dos restaurantes de lá devem pensar que velocidade maior ajuda a aumentar a venda.”

O usuário pode ajustar para que lado a esteira irá rodar, assim como a velocidade, segundo explica Takanobu Tokuno, da Japan Crescent, a maior fabricante de equipamentos de kaitenzushi. “Não existe um padrão recomendado por nós. A maioria dos restaurantes adota o sentido horário para a direção da esteira, mas há exceções”, diz.


Como surgiu o sistema

O kaitenzushi na esteira rolante nasceu em Osaka em 1958. Foi uma invenção do dono do Restaurante Genrokuzushi, Yoshiaki Shiraishi, que se inspirou na esteira utilizada na linha de produção de uma cervejaria. O mercado começou a crescer rapidamente após 1978, quando a validade da patente expirou, permitindo a entrada de outras empresas.

A moda pegou e a palavra kaitenzushi foi incorporada até no dicionário Kojien (o Aurélio para os japoneses) em 1991. A maior companhia do mercado hoje é a Kappa Zushi, famosa por comercializar todos os pratos por ¥ 105 (com imposto incluso). Ela possui uma rede de 300 restaurantes espalhados em todo o país e tem faturamento de ¥ 60 bilhões por ano.

Kakigoori, a raspadinha japonesa

CURIOSIDADE

O dia 25 de julho é o Dia do Kakigoori, registrado pela Associação de Kakigoori do Japão.



Doce é a atração do verão no arquipélago e popularmente servido em festivais realizados em santuários e templos

O kakigoori é o elemento fundamental na cena do verão japonês. Trata-se de um doce feito de gelo e xarope, conhecido em algumas regiões do Brasil como raspadinha. Nas lojas que vendem o kakigoori, há sempre um estandarte escrito koori (gelo). Esse doce gelado é tão comum nos festivais realizados em santuários e templos quanto o takoyaki e o yakissoba.

A primeira aparição do kakigoori na história foi em Makurano-Soushi, livro escrito por Sei Shonagon. Em 1869, a primeira loja de kakigoori foi aberta em Yokohama, Kanagawa. Essa loja foi também a primeira loja a vender sorvete no Japão. No início da Era Showa (1926-1989), as máquinas de kakigoori divulgaram-no em todo o arquipélago.

Enquanto a tecnologia não era suficiente para fabricar gelo, a criatividade se fazia necessária na conservação do gelo produzido naturalmente durante o inverno. No Japão, surgiu um utensílio para esse fim, conhecido como himuro. Não existem registros escritos a respeito disso, mas conta-se que o gelo era cortado e colocado em um buraco, ou em cavernas, e sua temperatura era mantida com uma cobertura de palha. Com isso, o gelo era um artigo precioso no verão e consumido apenas por autoridades, a casa imperial e o governo militar.

Na Era Edo (1603-1867), existia o costume de oferecer o gelo do feudo Kaga (atual Toyama e Ishikawa) para governo central de Edo.

Tipos de kakigoori

• Xaropes

- Ichigo (Morango): vermelho
- Meron (Melão): verde
- Remon (Limão): amalero
- Blue Hawai: azul
- Mizore (água com açúcar): sem cor
- Rainbow: vários xaropes juntos.

• Kakigoori com sorvete

• Ujikintoki

Coloca-se xarope de chá verde de Kyoto, açúcar e azuki (doce de feijão)

Os eventos anuais e sua origens

Nipônicos festejam acontecimentos característicos de cada estação


O calendário de eventos anuais do Japão é uma das maneiras de se perceber como os japoneses valorizam a tradição. Com isso, distingue-se as comemorações anuais em dois grupos: o kokumin no shukujitsu (feriados nacionais) e o nenchugyôji (calendário de eventos anuais). Este, mais cultural, abrange desde os eventos comuns no mundo inteiro, como o ano-novo (Oshogatsu), Dia das Crianças (Tango no Sekku), Finados (Obon), até os mais característicos nipônicos, como o Tanabata, o Shichi-go-san, Hana matsuri, entre outros (veja quadro).

Algumas comemorações do calendário nenchugyôji remontam aos tempos antigos, como o Tanabata (Festival das Estrelas). De origem chinesa, esse festival já participava do calendário de eventos da Era Heian (794~1185). Outra comemoração realizada no passado, mas que, com o passar do tempo, ficou restrita ao mês de fevereiro, é o setsubun. Antigamente, o setsubun (Cerimônia para semear grãos de soja) marcava a passagem das estações do ano, porém, atualmente, marca somente a chegada da primavera. Além dessa, o Tango no Sekku (Dia das Crianças) também remonta à Antiguidade e, embora seja considerado o Dia das Crianças hoje, era, a princípio, voltado apenas para os meninos. Entretanto, o símbolo continua o mesmo: na referida data, costuma-se hastear os koinobori (flâmulas de papel ou pano em forma de carpa), confeccionados pelas famílias que possuem um menino, representando sorte e boa saúde aos garotos. Escolheu-se a carpa devido à sua capacidade de vencer obstáculos naturais.

A maioria dos eventos anuais está ligada à admiração dos japoneses pela natureza. Com estações do ano bem definidas, o seu povo costuma festejar um acontecimento característico de cada estação.


JANEIRO – 1º/1
Oshogatsu: é com a saudação “Shin’nen akemashite omedetou gozaimasu” que os japoneses celebram o oshogatsu, isto é, o ano-novo. Neste dia, os correios entregam os nengajô (cartões de felicitação) a seus destinatários, os pais entregam aos filhos os otoshidama (presente em dinheiro) e são preparadas comidas típicas como o ozouni. Na virada do ano-novo as famílias fazem o hatsumôde, isto é, a visita a um templo xintoísta ou budista durante o ano-novo.


FEVEREIRO – 3/2 ou 4/2
Setsubun: dizendo a frase “Fuku wa uchi! Oni wa soto!” os japoneses simbolicamente semeiam grãos de soja no interior das residências para afugentar os maus espíritos e chamar a boa ventura. A tradição remonta a um hábito da família imperial chamada tsuina, que ocorria na véspera do equinócio de primavera. Atribui-se ao vigor da soja, que cresce rapidamente, o poder de espantar os maus espíritos.


MARÇO – 3/3
Hina Matsuri: também chamado de momo no sekku, o hinamatsuri (Festival das Bonecas) é a data festiva para pedir o crescimento saudável e feliz das filhas. Na Era Heian, as famílias da nobreza japonesa iniciaram a prática do nagashibina, isto é, faziam bonecas simples e as depositavam nos rios e nos mares, pedindo que levassem consigo as doenças e os males que estivessem destinados às meninas. Entretanto, as crianças da família imperial passaram a brincar com bonecas mais elaboradas que, em pouco tempo, tornaram-se tão complexas que começaram a enfeitar os aposentos. A partir da Era Edo são montados os hinadan, estrados com vários andares sobre os quais são dispostas as bonecas.


ABRIL – Início de abril
Ohanami: uma das árvores mais tradicionais do Japão é o sakura, (cerejeira), cujas floradas são apreciadas pelos japoneses. Para tanto, há até um calendário oficial com a previsão da floração em cada região do país. Esse costume também surgiu na Era Heian, quando os nobres se reuniam sob as cerejeiras para compor poemas e cantar. Essa tradição chegou à população durante a Era Edo e, desde então, são realizados piqueniques e eventos diversos sob a “chuva de pétalas de sakura”. Nesta mesma época, no dia 8 de abril, é comemorado o aniversário de Buda (hana matsuri).


MAIO – 5/5
Tango no Sekku: este festival, conhecido como Dia das Crianças, era realizado exclusivamente para pedir o crescimento saudável dos filhos do sexo masculino, mas após a Segunda Guerra Mundial, ganhou conotação mais ampla. Na Antiguidade, esta data era comemorada na China como o dia da prevenção contra os males. Como parte dos rituais, eram colhidos os shôbu (iris laevigata) para se preparar banhos aromáticos. No Japão feudal, esse costume ganhou maior importância porque o nome dessa planta, em japonês, tem o mesmo som da palavra “batalha”. Assim, os samurais acreditavam que as folhas desse vegetal trariam vitória e sorte.


JUNHO – 1º/6 e 1º/10
Koromogae: conforme a mudança climática, hoje, os dias 1º de junho e 1º de outubro, são as datas para a troca de roupas e uniformes dos japoneses, com modelos de verão e de inverno. Na Antiguidade japonesa, os quimonos de verão eram vestidos a partir do dia 1º de abril; e os de inverno, a partir do dia 1º de outubro. Já na Era Edo, a data passou a ser 9 de setembro. Ainda hoje, o koromogae pode ser visto na troca dos uniformes de estudantes, bancários, motoristas de ônibus, policiais, etc.


JULHO – 7/7
Tanabata: conhecido como “Festival das Estrelas”, tem sua origem na celebração do deus da água (Mizu-no-Kami) no dia 7 de julho. Nesta data, as tecelãs chamadas de tanabatatsume dedicavam-se a tecer, por uma noite a fio, um pano como oferenda para proteção contra doenças. Na China, na mesma data, acontecia algo semelhante. As tecelãs pediam habilidade na tecelagem e no bordado à estrela tecelã Vega, separada pela via-láctea de seu amante Altair. Essas estrelas só podem ser vistas juntas no Hemisfério Norte na noite de 7 de julho. Na Era Edo iniciou-se o costume de escrever poemas e pedidos nos cartões chamados tanzaku, que são pendurados em ramos de bambu.


AGOSTO – 13 a 15/8
Obon: O discípulo de Buda chamado Mokuren tinha o poder de vislumbrar o mundo dos mortos, onde descobriu a condição sofrida por sua mãe. Ele consultou Buda, que o instruiu a reunir um grande número de monges para fazer a maior oferenda possível a fim de salvá-la. Mokuren teria iniciado a dança que ficaria conhecida como Bon Odori, tornando-se o principal culto aos antepassados. Entre os dias 13 e 15 de agosto, acende-se o fogo sagrado (mukaebi) em frente às residências ou às margens dos rios para acolher as almas.


SETEMBRO – Fim do mês
Otsukimi: No fim do mês de setembro, a lua apresenta-se ainda mais pujante no Hemisfério Norte. Em agradecimento às boas colheitas, os japoneses ofereciam os frutos do penoso trabalho no campo à lua. Porém, o otsukimi não se restringia aos camponeses. A família imperial também apreciava a lua, enquanto seus membros cantavam ao som do koto e do shakuhachi.


OUTUBRO
Kaminazuki: o mês de outubro é conhecido pela ausência de divindades. Segundo a tradição xintoísta, neste mês, os deuses se reúnem no Grande Santuário de Izumo, sudoeste do Japão, dedicado à divindade Ôkuninushi-no-Mikoto e, por isso, não há motivo para festividades.


NOVEMBRO – 15/11
Shichi-go-san: é a visita aos santuários xintoístas das crianças de 3, 5 e 7 anos, em agradecimento pelo crescimento até então saudável, pois, antigamente, a taxa de mortalidade infantil era alta. Na Era Edo, o shichi-go-san passou a ser reconhecido como um ritual de passagem.


DEZEMBRO – 31/12
Toshikoshi: é a comemoração do último dia do ano. Nesta data se faz o ôsôji, isto é, a limpeza das casas japonesas. Este ritual também é chamado de susuhaki. São preparadas as refeições típicas da véspera do ano-novo.

Tanabata

A Lenda que deu origem à comemoração




















Uma lenda japonesa conta a origem do festival Tanabata:

Há muito tempo, de acordo com uma antiga lenda, morava próximo da Via-Láctea uma linda princesa chamada Orihime a "Princesa Tecelã".

Certo dia Tentei o "Senhor Celestial", pai da moça, apresentou-lhe um jovem e belo rapaz, Kengyu o "Pastor do Gado" (também nomeado Hikoboshi), acreditando que este fosse o par ideal para ela.

Os dois se apaixonaram fulminantemente. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias.

Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal, o pai de Orihime decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea.

A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para Orihime. Sentindo o pesar de sua filha, seu pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem sua ordem de atender todos os pedidos vindos da Terra nesta data.

Na mitologia japonesa, este casal é representada por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu).

A celebração
O festival que celebra esta história de amor teve início na Corte Imperial do Japão há cerca de 1.150 anos, e lá tornou-se feriado nacional em 1603.

Atualmente o Tanabata é uma das maiores festas populares do Japão. É realizado em diversas cidades, o mais tradicional é o de Miyagui, que se realiza em agosto, aproveitando as férias de verão das escolas japonesas.


No Brasil

No Brasil o primeiro festival Tanabata foi realizado na cidade de Assaí no Estado do Paraná no ano de 1978.


O Festival das Estrelas

Com o nome de "Festival das Estrelas", o Tanabata Matsuri é realizado na cidade de São Paulo, na Praça da Liberdade, no mês de julho, desde 1979.

Esta é a principal comemoração anual do bairro, incluída no Calendário Turístico do Estado e do Município de São Paulo:

-as ruas a praça são decoradas com grandes ramos de bambu ornamentados por enfeites de papel colorido que simbolizam as estrelas;

-tanzaku, pequenos pedaços de papel onde as pessoas colocam seus pedidos, são pendurados nesses bambus;

-são realizados também apresentações de tambores Taikô, danças folclóricas e shows de cantores.


Em 1994 o Festival Tanabata também foi introduzido no calendário oficial de eventos de Ribeirão Preto - SP no Parque Municipal do Morro do São Bento.